Moradores que vivem em tais regiões ganham menores salários e estão vulneráveis a graves doenças.
Moradores que vivem em regiões sem saneamento básico ganham salários menores do que a população que possui acesso a água, coleta e tratamento de esgoto. Eles também são os mais propensos a ter doenças comuns em áreas onde a infraestrutura é inexistente e precária.
As informações são do Painel Saneamento Brasil, divulgado pelo Instituto Trata Brasil. O estudo coletou dados sobre saneamento básico e seus impactos socioeconômicos nas 254 maiores cidades do país.
Quem mora em áreas com abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto ganha um salário 85% maior do que quem mora em locais sem esses serviços.
Além disso, a falta de saneamento causa graves doenças, como diarreias, verminoses, hepatite A, leptospirose e esquistossomose. Por conta dessas doenças, foi gasto cerca de R$ 1,1 bilhão com internações entre 2010 e 2017 (R$ 140 milhões por ano).
O Trata Brasil também alerta que mesmo com os avanços obtidos ao longo dos anos a situação do Brasil está estagnada em relação ao saneamento básico. Ainda, 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada, mais de 100 milhões não têm coleta de esgoto e apenas 44,92% dos esgotos do país são tratados.
Vale ressaltar que oferecer água e rede de esgoto a todos os cidadãos é um dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. No entanto, segundo o Instituto, deveriam ser investidos R$ 357 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões por ano) para que este objetivo seja alcançado dentro da meta estabelecida.
Fonte: G1
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