Embraer diz que não recebeu oferta e que possibilidades continuam sendo negociadas.
Os papeis da Embraer fecharam a sessão em alta de 4,41%, enquanto o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, caiu 1,7%.
A Embraer e a Boeing confirmaram em dezembro de 2017 que estão negociando uma fusão de operações. As conversas entre as duas empresas ocorrem após as suas principais concorrentes – a Airbus e a Bombardier – fecharem um acordo para combinar operações na área de aviação comercial.
As duas empresas teriam decidido criar uma terceira empresa para unir seus negócios de aviação comercial, de acordo com informações publicadas nesta sexta-feira (2), pela colunista do jornal O Globo, Miriam Leitão. Essa configuração deixaria a divisão de aviação militar da Embraer independente, atendendo um desejo do governo brasileiro.
Embraer diz que parceria pode incluir criação de nova empresa
Em comunicado ao mercado, a Embraer informou que não recebeu oferta da Boeing , mas que segue mantendo discussões com a norte-americana e com representantes do governo brasileiro sobre uma aliança, que poderá envolver a criação de uma nova empresa.
“As partes envolvidas ainda estão analisando possibilidades de viabilização de uma combinação de seus negócios, que poderão incluir a criação de outras sociedades”, disse a Embraer, acrescentando que não há garantia de que a referida combinação de negócios venha se concretizar.
Já a Boeing disse que “sabe que o governo brasileiro manifestou algumas preocupações” e que as empresas “estão trabalhando para detalhar possíveis opções para avançar (no negócio) e fazer isso de forma cautelosa”.
“Nós temos uma história de longo prazo de colaboração com a Embraer. Nós estamos interessados em uma combinação de negócios porque nós vemos um forte valor estratégico e evidentes sinergias em muitas áreas, incluindo produtos altamente complementares”, completou.
A Embraer é hoje a maior fabricante de aviões comerciais regionais e sua principal concorrente é a canadense Bombardier. Já o foco da Boeing é fabricar aviões maiores e seu maior competidor no mundo é a francesa Airbus.
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