Após mais de 8h de julgamento em Araras (SP), Cláudio Pereira da Silva foi condenado por homicídio no trânsito com dolo eventual, por assumir o risco de matar ao dirigir embriagado.
O motorista acusado de provocar um acidente que matou um casal, em Araras (SP), foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, nesta segunda-feira (12), após julgamento de mais de 8 horas, no Fórum da cidade.

Cláudio Pereira da Silva foi condenado por unanimidade pelo júri popular por homicídio no trânsito com dolo eventual, por assumir o risco de matar ao dirigir embriagado.

Ele foi preso três meses após o acidente que aconteceu em março de 2015. Foi solto em abril deste ano, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que ele voltasse à prisão.
Julgamento
Os familiares de Fernando Hebling, de 27 anos, e Laila Hebling, de 29, acompanharam o julgamento e pediram justiça. “Todos sofrem, não foi um acidente, ele bebeu. Essa dor nunca vai passar e não desejo para ninguém”, disse a mãe de Fernando, Lenita Hebling, antes da divulgação do resultado.

Dois homens que sobreviveram ao acidente estavam entre as testemunhas ouvidas nesta segunda-feira. Eles disseram que Silva fez uma ultrapassagem em local proibido e que não foi possível evitar a batida.
O acidente
Fernando e Laila, que estava grávida de quatro meses, morreram na Rodovia Wilson Finardi (SP-191), que liga a Araras a Rio Claro, em março de 2015.

Silva bateu em um carro com dois ocupantes ao ultrapassar um caminhão. Em seguida, atingiu um segundo carro onde estava o casal. O teste do bafômetro comprovou que ele estava embriagado.
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