Menina e medicação foram levadas para diretoria na quarta-feira (4). Escola municipal quer que remédio, que já era usado há 3 anos, fique com um responsável na unidade, mas pais discordam.
Por G1 São Carlos e Araraquara
Pais de uma aluna de 9 anos da Escola Municipal Marcello Schmidt, em Rio Claro (SP), dizem que ela foi proibida de usar uma bombinha de asma na unidade. Na quarta-feira (4), segundo eles, uma monitora pegou o medicamento e depois a menina foi levada para a diretoria, onde passou mal.
A escola quer que o remédio fique com um responsável na unidade, mas os pais discordam e estão inseguros.
A Secretaria Municipal de Educação de Rio Claro informou nesta sexta-feira (6) que buscou esclarecimento sobre o ocorrido.
A secretaria esclarece que o uso de medicamentos em ambiente escolar é permitido desde que com comprovada autorização médica. A direção da escola também já conversou com os pais da criança.
Uso de bombinha
Segundo o pai, Paulo Ricardo das Neves, ao ver a menina usando a bombinha no pátio da escola, durante a aula de educação física, uma agente educacional (monitora) pegou o medicamento da menina e levou para a diretoria.
Em seguida, a vice-diretora teria buscado a criança e também a levado para a diretoria. Os pais foram comunicados por telefone que a menina estava passando mal.
“Até eu chegar na escola, imagina como ela ficou. Quando eu cheguei na escola ela estava pálida e buscando ar”, afirmou o pai.
“Depois, ela contando para mim, disse que não sabia se tinha ficado mais nervosa por ter ficado sem a bombinha ou por ter ido para diretoria.”
O nervosismo aumenta a crise, segundo a mãe da menina, Cristiana Pedro Neves, que procurou a Secretaria de Educação para relatar o caso. A criança estuda no local há três anos e sempre usou a medicação, segundo ela. “A asma quanto mais você fica nervoso, mais ela ataca”, disse.
De acordo com o pai, nesta quinta-feira (5), a menina não queria voltar para a escola.
“Ela dizia: ‘Como eu vou para a escola se a tia falou que eu não posso usar a bombinha, e se der uma crise em mim?’”, contou Neves.
Medicamento com responsável
A menina acabou indo para a aula na quinta-feira (5) acompanhada dos pais, que participaram de uma reunião com a diretoria da escola. Eles levaram a documentação com o histórico médico da aluna e o encontro foi registrado em uma ata, que depois foi enviada aos pais.
No documento, a escola diz que é preciso ter a documentação da menina atualizada a cada matrícula. E que os pais devem levar um laudo da médica dizendo que a menina precisa da medicação.
O texto também diz que não é seguro o uso da bombinha pela aluna e que o medicamento deve ficar com um responsável da escola, juntamente com a receita, o que os pais não concordam.
“O que a gente acha errado é eles estão negando de deixar o medicamento na bolsa. Desde pequena a minha filha tem [asma], e desde pequena ela sabe se virar, porque sabe que a vida dela esta ali. Ela sabe que se fizer uma gracinha vai se prejudicar”, afirmou Cristiana.
“O que eu quero é que a minha filha tenha o direito de ir e vir na escola, não sofra nenhum tipo de constrangimento, porque se fizerem isso com a minha filha a gente vai ter que tirar ela do colégio”, afirmou o pai.












