Segundo a Secretaria municipal de Educação, vítima torceu o pé ao tentar fugir; agressor foi encaminhado à 27ªDP.
Um adolescente foi apreendido com duas facas no Colégio Irineu Marinho, em Marechal Hermes, Zona Norte do Rio de Janeiro, na noite desta terça-feira. De acordo com policiais militares do 9°BPM (Rocha Miranda), dois adolescentes se envolveram em uma briga no pátio da escola. Por volta das 19h40, os PMs foram acionados e encontraram um menor com facas, uma máscara e uma luva cirúrgica. Ele foi apreendido e levado para a 27ªDP (Vicente de Carvalho).
Segundo os policiais que atuaram na ocorrência, funcionários da escola relataram que um aluno teve ferimento leve nas costas, fratura no pé e socorrido pelo tio no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, foi atendido e liberado. A Secretaria municipal de Educação disse, no entanto, que o estudante, ao tentar fugir, teve uma lesão no pé. O Corpo de Bombeiros foi acionado para a ocorrência, mas quando chegou ao local, a vítima já havia sido socorrida.
Na delegacia, uma professora contou que pediu para o garoto tirar o casaco que usava. Ele sacou as facas. Após colocar a máscara, foi em direção a outro aluno que seria seu desafeto e provocou correria.
A Secretaria Municipal de Educação, em nota, disse que um aluno da escola Municipal Irineu Marinho, em Marechal Hermes, “assistia a aula e de repente sacou de duas facas. Em seguida, pediu que todos saíssem da sala correndo”. Explicou ainda que “um dos alunos, ao fugir, teve uma lesão no pé e foi encaminhado para o hospital municipal Salgado Filho onde recebe atendimento médico”. A direção da escola e representantes da secretaria estão no hospital dando todo apoio ao aluno e à família.
A mãe do jovem apreendido disse na delegacia que o filho sofre de transtornos psicológicos e teria tentado suicídio em dezembro.
— Quando nós descobrimos o que estava acontecendo, passamos a cuidar dele. Ele pediu para estudar e conseguimos matriculá-lo nessa escola. Ele estava frequentando as aulas e estava feliz. Ontem ele não foi à aula, mas não quis me dizer o que aconteceu. Hoje ele estava bem, mas não tenho certeza se tomou o remédio. Quando ele fica sem o remédio, fica agressivo — disse.
Policiais militares que conduziram o adolescente à delegacia relataram que ele fala coisas desconexas. Ele chegou a contar aos militares que recebia ordens por e-mail para ferir o maior número de pessoas.










