Apesar dos ingredientes saudáveis, sushi é rico em calorias

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Segundo especialistas, um único rolo de sushi, cortado em seis ou nove pedaços, pode conter cerca de 500 calorias.

Você considera sushi um alimento saudável? Apesar de compacto e feito com ingredientes saudáveis, como peixe fresco e folhas de alga marinha, o produto é rico em calorias. Segundo especialistas, um único rolo de sushi, cortado em seis ou nove pedaços, pode conter cerca de 500 calorias.

A maioria delas vem do arroz branco ‘grudadinho’ – normalmente feito com adição de vinagre e açúcar, outro inimigo da dieta. Acredite ou não, cada rolo de sushi costuma ter até uma xícara de arrozA maioria delas vem do arrozbranco ‘grudadinho’ – normalmente feito com adição de vinagre e açúcar, outro inimigo da dieta. Acredite ou não, cada rolo de sushi costuma ter até uma xícara de arroz, e, embora não seja possível perceber já que, durante a preparação, o arroz é comprimido, o que diminui seu volume.

Sushi fitness é possível

Calma, essa constatação não é motivo para pânico nem para eliminar a iguaria da alimentação. É possível ingerir um sushi mais “fitness” se você se atentar aos ingredientes usados no rolinho. Quanto mais simples ele for, menos perigo representa para a dieta. Alguns dos itens ideais são: peixe, geralmente pobre em calorias e rico em proteínas e ômega-3, e legumes frescos.

Também é preciso evitar as versões fritas e batidas, encontradas no tempurá e nos hot rolls, por exemplo. Molhos à base de maionese, principal ingrediente dos rolinhos com recheios picantes, também devem ser evitados já que são ricos em gordura e calorias.

Outro vilão da saúde é o molho de soja, que contém aproximadamente 575 miligramas de sódio (25% maior do que limite superior diário recomendado). Por outro lado, alguns condimentos usados na produção da comida japonesa estão cheios de nutrientes. Um exemplo é o gengibre que tem benefícios anti-inflamatórios e é rico em vitamina C. Geralmente é usado em sua forma em conserva para acompanhar os rolos de sushi.

Para a dieta, as melhores escolhas são os sushis preparados com arroz integral ou envoltos em pepino. Priorizar o consumo de sashimi, que não contém arroz, é outra opção. Outra medida válida é escolher frutos do mar ricos em ômega-3 e que tenham baixo teor de mercúrio, como salmão ou camarão. Se essas opções não forem viáveis, a solução é comer menos comida japonesa.

Riscos à saúde

Mesmo quem não está preocupado com o efeito do sushi na dieta dever ser cauteloso quando o assunto é o consumo de peixe cru. Os alimentos crus oferecem risco de doenças devido à possibilidade da presença de bactérias e parasitas. Por isso, escolha sempre restaurantes confiáveis e que tenham sido aprovados na inspeção da Vigilância Sanitária.

“As apostas mais seguras são rolinhos com legumes ou frutos do mar cozidos”, disse Isabel Maples, nutricionista e porta-voz da Academia de Nutrição e Dietética, nos Estados Unidos, à revista Time Health.

Em entrevista à revista americana Time, a nutricionista Katherine Zeratsky, alerta que se o produto exalar um cheiro muito forte de peixe, é um sinal de que a comida não está fresca o suficiente para ingestão. A especialista também ressalta que alguns parasitas, como a tênia, podem sobreviver em peixes crus quando a temperatura aumenta muito ou quando ele é congelado de maneira imprópria.

A presença de mercúrio é outra preocupação quando se trata da ingestão de peixes. Isso acontece porque em locais poluídos, a concentração da substância, um metal em abundância no meio ambiente, pode ser elevada e sua absorção por frutos do mar e mariscos pode representar perigo principalmente para mulheres grávidas e crianças pequenas. “É aconselhável para esse público evitar frutos do mar crus e até mesmo certos tipos de peixe cozido com alto teor de mercúrio, como atum, cavala e espadarte”, comentou Isabel.

As pessoas que consomem comida japonesa ocasionalmente não precisam se preocupar. Entretanto, quem come várias vezes por semana deve variar os tipos de sushi ingeridos para diminuir o risco de contaminação.


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