Bombeiro faz alerta após jovem ficar tetraplégica ao pegar ‘jacaré’ em SP

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Bombeiros alertam sobre os perigos que o mar pode oferecer para acidentes como o que deixou Karina Neustadter tetraplégica em praia de SP.

“Esse tipo de lesão é mais característico de piscina e cachoeira. No mar é mais raro de acontecer”. É o que explica o tenente do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBmar) Paulo Sérgio dos Santos sobre o caso de Karina Neustadter Castellanos, de 24 anos, que ficou tetraplégica após pegar um ‘jacarézinho’ e bater a nuca em uma praia do litoral de São Paulo.

Ele conta que as chamadas ‘Praias de Tombo’ têm ondas que quebram muito próximo à zona de areia. De acordo com o tenente, isso é algo característico de Ilha Bela – local em que a jovem se acidentou – como também de outras praias do litoral norte.

Segundo ele, andar muito próximo ao mar nessas praias pode ser um perigo. “O mar pode originar uma onda que alcance a cabeça da pessoa. Se ela for atingida isso é um risco”, diz. Além disso, como nessas praias a profundidade é sentida assim que você entra na água, não é preciso fazer arremessos longos. “Ao mergulhar na parte funda, rapidamente a pessoa pode ir parar no raso e bater a cabeça”, acrescenta.

Paulo destaca que apesar de ser um caso mais raro de acontecer, diversos fatores podem influenciar para que ocorra um acidente como esse. O primeiro deles é em praias com bancos de areia e buracos profundos, nas quais ondulações fortes podem acertar os banhistas e podem levar a pessoa até o fundo do mar.

Outra forma é em zona de pedras. O tenente explica que deve-se ter cuidado até mesmo para tirar fotos nesses locais. “Uma onda maior pode vir e arrastar a pessoa ou ela pode escorregar”. Na prática de esportes também há riscos. Em dias de vento a pessoa deve ter cuidado para não sofrer uma queda na água.

Karina Neustadter Castellanos sofreu acidente em Ilhabela, SP — Foto: Arquivo Pessoal

Prevenção

De acordo com o GBmar não há dados específicos sobre esses acidentes, já que o maior número de registros que eles atendem é por afogamento. O Capitão do Grupamento de Bombeiros Marítimos Eric Gazola também alerta sobre a importância dos cuidados no mar.

Segundo ele, outro fator que pode acarretar o acidente é a utilização de pranchas em águas rasas. “As pranchinhas de isopor utilizadas, e até mesmo as comuns, não devem ser usadas no raso. Pode vir uma onda forte, virar a pessoa e causar uma lesão na coluna. Utilização de prancha deve ser no fundo no mar e para quem tenha experiência no esporte”, diz.

De acordo com o capitão, não é indicado saltos ‘de cabeça’, principalmente no mar, porque não se sabe a profundidade da água. “É muito importante evitar abusos e sempre que possível pedir a orientação do Guarda Vidas. A praia pode ter correntes que formam buracos e ondas fortes que arrastam a pessoa”, finaliza.

Em casos como o de Karina, os bombeiros orientam a manter a pessoa imobilizada, para evitar o agravamento da lesão.

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