Brasileira é eleita presidente da organização internacional do vinho

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Regina Vanderlinde é professora da Universidade de Caxias do Sul, e detém o primeiro posto permanente da instituição, que define os padrões internacionais de produção de vinhos e derivados de uva.

A professora Regina Vanderlinde foi eleita presidente da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), nesta semana em cerimônia realizada em Paris, França. É a primeira brasileira a ocupar o cargo. “Eu espero ser uma embaixadora, divulgando e promovendo o vinho brasileiro pelo mundo”, disse a presidente.

Regina é a terceira mulher a presidir a entidade consecutivamente, e assume no lugar da alemão Monika Christmann. O mandato da brasileira na principal entidade vitivinícola do mundo será de três anos.

Professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Regina Vanderlinde é natural de Braço do Norte (SC) e formada em farmácia bioquímica e tecnologia de alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina. Tem mestrado e doutorado em enologia pela Universidade de Bordeaux e trabalha na OIV desde 2011, na Subcomissão de Métodos de Análise de Vinhos da entidade.

Em 2012, assumiu o primeiro posto permanente obtido pelo Brasil na OIV, como secretária científica da Subcomissão de Métodos de Análise de Vinhos da entidade. Regina ainda é gerente-geral do Laboratório de Referência Enológica (Laren) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, mantido em parceria com o Ibravin.

Para o presidente da seção gaúcha da Associação Brasileira de Sommelier (ABS-RS), Orestes de Andrade Jr, a eleição de Regina simboliza um novo momento para o mercado de vinhos nacional. “Agora o Brasil entra, definitivamente, no mapa vitivinícola mundial. Todos vão querer saber por que e como uma brasileira assumiu o comando da principal organização do vinho. É um atestado definitivo da qualidade da produção dos vinhos brasileiros”.

Regina estará à frente do órgão que define os padrões internacionais para a produção de vinhos e derivados da uva. A candidatura de Regina Vanderlinde teve do governo brasileiro, por meio do Ministério da Agricultura e do Ministério das Relações Exteriores, que emitiu nota, afirmando que no mandato de Regina, o comércio e turismo vitivinícola deverá ser fortalecido, assim como o uso de tecnologia e práticas inovadoras.

As exportações dos rótulos brasileiros cresceram 44,29% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. E em 2017, um espumante produzido em Garibaldi, na Serra do RS, foi eleito o quinto melhor vinho do mundo por entidade de críticos de vinho.

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