Letícia Tanzi foi morta pelo pai que havia acabado de deixar a prisão, no dia 3 de outubro, em São Roque (SP). Segundo a Polícia Civil, cerca de 30 denúncias foram checadas.
Um ano depois de matar a filha de 13 anos a facadas após deixar a prisão em São Roque (SP), Horácio Lazareno Lucas continua sendo procurado. Segundo a Polícia Civil da cidade, cerca de 30 denúncias foram checadas nos últimos 12 meses completados nesta quinta-feira (3).
De acordo com o delegado Marcelo Apolinário, dezenas de operações de busca foram realizadas e o inquérito corre em segredo de Justiça no Fórum desde janeiro. O suspeito também é procurado pela Divisão de Capturas de São Paulo com um mandado de prisão.
Letícia Tanzi foi morta a facadas em casa no dia 3 de outubro de 2018, horas depois que o pai deixou a prisão, onde cumpria pena por estupro contra a cunhada. Durante o período em que ficou preso, foi denunciado pela filha pelo mesmo crime.
Ao sair da penitenciária – com o benefício de recorrer da primeira acusação de estupro em liberdade -, ele foi para casa tentar convencer a filha a retirar a denúncia. Ela se recusou e foi esfaqueada várias vezes.
A mãe e o irmão mais novo de Letícia Tanzi atualmente moram com parentes, em outra região da cidade. A dona de casa voltou a estudar e matriculou o filho em outra escola. Segundo a tia da vítima, Maria Tanzi, a família teme por uma retaliação de Horácio.
“Tem dias que para dormir só com remédio. Não está fácil, fora a impunidade. Às vezes a mãe [da Letícia] sai de casa por necessidade e volta logo, mas sempre olhando para os lados”, conta Maria.
;Amigos fizeram uma página no Facebook em homenagem à Letícia. Eles usam a rede para publicar vídeos e fotos com lembranças da jovem.
“Ela faz muita falta. Estávamos sempre juntas, sempre parece que falta um pedaço”, diz a tia.
Em caso de denúncias não é preciso se identificar pelo 181 ou direto com o setor de Capturas no (11) 3311-3021.
Crime
Em 3 de outubro de 2018, segundo a Polícia Civil, a jovem Letícia Tanzi estava em casa, quando Horácio foi até o imóvel depois que recebeu o alvará de soltura.
Enquanto ele esteve detido, Letícia o denunciou alegando que era violentada desde 2017. Horácio foi até a casa justamente com o objetivo de convencer a filha a retirar a denúncia de estupro, segundo a mãe da jovem afirmou à polícia.
A mãe relatou também que ele estava calmo, mas a situação mudou quando a menina se negou a voltar atrás sobre a queixa.
O crime sensibilizou moradores da cidade e reuniu uma força-tarefa de buscas com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal para encontrar o suspeito, que fugiu em direção a um matagal.
A Guarda Municipal de Itupeva foi acionada e usou cães farejadores para tentar encontrá-lo. O cão Max, da raça Bloodhound, chegou a identificar o odor de Horácio em trilhas, mas não a localização do suspeito.










