Com seca e frio, comerciantes relatam queda de até 50% no movimento da Rua do Porto em Piracicaba, SP

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Rio Piracicaba está 36% abaixo do nível esperado para esta época, e tem afetado o turismo na cidade.

Comerciantes da Rua do Porto, em Piracicaba (SP), um dos pontos turísticos mais fortes da cidade, têm percebido queda de até 50% no movimento de consumidores. As baixas temperaturas e a falta de chuvas são apontadas por eles como os motivos desse comportamento. O nível do Rio Piracicaba está 36% abaixo do esperado.

Segundo a medição realizada nesta sexta-feira (13) pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), o nível registrado foi de 98 centímetros. A média histórica nesta época do ano é de 1 metro e 52 centímetros.

Barcos usados nos passeios turísticos já estão batendo nas pedras e causando problemas aos proprietários da atração. Para desviar dos bancos de areia, um dos donos se viu obrigado a desviar a rota.

“Constantemente a gente percebe que nós estamos arando o rio. Se for areia, tudo bem. Agora, se for pedra, a hélice vai bater e vai quebrar”, afirma Luis Fernando Magossi, presidente do Instituto Beira Rio.

Barcos que fazem turismo no Rio Piracicaba enfrentam problemas para navegar por conta do nível baixo. (Foto: Reprodução/EPTV)

Barcos que fazem turismo no Rio Piracicaba enfrentam problemas para navegar por conta do nível baixo. (Foto: Reprodução/EPTV)

Cleuza Nunes de Souza, dona de restaurante da Rua do Porto, explica que, com o nível baixo, o rio apresenta mau cheiro e o número de clientes diminui drasticamente.

“Nós temos deck na beirada do rio, então como você vai almoçar com mau cheiro? Cheiro de água podre subindo?”, afirma.

Comerciantes de Piracicaba (SP) relatam queda de até 50% no movimento (Foto: Reprodução EPTV)

Comerciantes de Piracicaba (SP) relatam queda de até 50% no movimento (Foto: Reprodução EPTV)

Proprietário de outro restaurante, Oswaldo Ferraz diz que o número de funcionários também foi reduzido com a falta de clientes.

“Não tem trabalho pra eles mais, a verdade é essa. E também a gente não vê um resultado, não consegue fazer nada que possa trazer o pessoal [clientes] de volta”, afirma.


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