Vítima é uma mulher de 45 anos. Ela morreu em março e a confirmação foi divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Adolfo Lutz.
A Prefeitura de Campinas (SP) confirmou, nesta sexta-feira (20), a primeira morte por gripe A H3N2 na cidade neste ano. A vítima é uma mulher de 45 anos. Ela morreu em março. A causa do óbito foi constatada após exames analisados pelo Instituto Adolfo Lutz. A campanha nacional contra gripe começa na próxima segunda (23), e contempla esse tipo de influenza.
De acordo com a Prefeitura, quatro casos de gripe já haviam sido confirmados pelo Instituto em 2018 na cidade: 1 por H1N1, 2 por H3N2 e 1 pelo tipo B. As confirmações ocorreram entre março e abril. Não há mortes confirmadas para H1N1 e B.
Em todo o estado, já são 20 casos confirmados de H3N2 com quatro mortes, incluindo a de Campinas.
Andrea Von Zuben, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), disse que a vítima tinha comorbidades, obesidade e problemas pulmonares.
“É uma mulher que estaria na indicação de vacina, então não muda nada na nossa estratégia de vacinação. É comum a gravidade e morte nesses grupos. Por isso entra nos grupos de risco”, explica.
No ano passado, Campinas teve 62 casos de gripe e cinco óbitos, sendo 4 por H3N2 e 1 por influenza B.
“Nesta sexta-feira, foi feita uma capacitação com médicos e enfermeiros da rede pública municipal de saúde onde foi atualizada a situação da gripe no mundo, no Brasil e em Campinas, tratamento e prevenção da doença”, informou a Secretaria de Saúde, por nota.
Vacina
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina deste ano protege contra três tipos de gripe: A H1N1, A H3N2 e influenza B.
Em Campinas, a expectativa é vacinar 90% das 259.560 pessoas consideradas público-alvo, segundo a Prefeitura, que alerta para a mudança anual na composição da vacina, de acordo com as cepas do vírus da gripe que estão em circulação. Portanto, quem se vacinou no ano passado, deve ser imunizado novamente.
Para o estado de São Paulo, serão disponibilizados quase 14 milhões de doses. A meta é vacinar, até 1º de junho, 12,5 milhões de pessas.
Pessoas que têm alergia severa a ovo não podem ser imunizadas. Em todo o país, a meta é imunizar 54,4 milhões de pessoas, informou o Ministério.
Público-alvo para receber doses pelo SUS
- pessoas a partir de 60 anos;
- crianças de 6 meses a 5 anos;
- trabalhadores da área de saúde;
- professores das redes pública e privada;
- mulheres gestantes e puérperas;
- indígenas;
- pessoas privadas de liberdade (incluindo adolescentes cumprindo medidas socioeducativas);
- profissionais do sistema prisional;
- portadores de doenças que aumentam o risco de complicações em decorrência da influenza.
Quem não faz parte do público-alvo, pode procurar a imunização em clínicas de vacina particulares. Para evitar a doença, é importante higienizar frequentemente as mãos e, caso tenha gripe, usar máscara para evitar o contágio.
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