‘Temos estoques na maioria dos locais para poucos dias, no máximo 10, 15 dias’, disse Suzana Lobo, presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira.
Em entrevista à CNN, Suzana Lobo, médica e presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), afirmou que os estoques de medicamentos para intubação de pacientes com Covid-19 em várias regiões do país ainda “estão em níveis críticos”.
“Os estoques de insumos de analgésicos, sedativos, bloqueadores neuromusculares e de antibióticos estão em níveis críticos. Temos estoques na maioria dos locais para poucos dias, no máximo 10, 15 dias”, disse ela.
“Isso se a gente considerar a demanda [de pacientes] atual. Se vier um grande número de casos, e parece que isso vai acontecer porque tem muitos pacientes em filas, e esses estoques não forem rapidamente controlados por motivos de importação, nós vamos passar por momentos de grande aperto e risco para os cuidados dos pacientes.”
A especialista também falou que, durante a segunda onda da pandemia no país, as medidas de restrições e mobilidade social tiveram um “efeito bom”, achatando as curvas de casos, internações e óbitos. “Mas vimos logo em seguida que essas medidas foram insuficientes e, em muitos locais, foram interrompidas precocemente. Isso em um momento em que a gente tinha um número muito elevado de casos e hospitalizações, ou seja, a taxa de transmissão na comunidade ainda era alta em vários estados”, lembrou Lobo.
“A volta de circulação de pessoas está levando a um novo pico, a uma terceira onda, pegando o sistema de saúde já sob pressão, sem espaço para expandir mais leitos. Estamos em grande risco de ter um cenário bastante preocupante.”












