Teste da vacina contra a doença de coronavírus (COVID-19) na Tailândia
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É cedo para fazer qualquer afirmação sobre falhas”, diz Elcio Franco.
O secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, afirmou em entrevista virtual na quarta-feira (9) que não sabe como a suspensão dos testes da vacina de Oxford impactará o cronograma previsto para a análise e aplicação do tratamento.
O Brasil firmou acordo com o laboratório responsável pela vacina, AstraZeneca, envolvendo a aquisição de 30 milhões de doses independentemente do resultado dos testes e de incorporação de tecnologia para a fabricação pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de mais 70 milhões de unidades a depender do êxito do ensaio clínico.
Na terça-feira (8) o laboratório AstraZeneca informou ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a suspensão dos testes. O motivo seria o fato de um participante ter demonstrado reação adversa.
A equipe do ensaio clínico agora avalia se o episódio seria oriundo de um efeito colateral pela aplicação do tratamento. “Ainda não sabemos o quanto o cronograma previsto será impactado em função da interrupção dos testes”, declarou Franco. Ele acrescentou que a preocupação do governo brasileiro é com a “segurança da população brasileira”.
O secretário executivo disse que mesmo diante da suspensão dos testes ao acordo com a AstraZeneca não sofrerá mudanças e defendeu a medida. “O acordo já foi assinado eletronicamente pela Astrazeneca. É cedo para fazer qualquer afirmação sobre falhas. Não podemos perder de vista a segurança da população. A aquisição desta tecnologia também permitirá o domínio desta, obviamente pagando os royalties”, comentou.
Pesquisa com profissionais
Os representantes do Ministério da Saúde apresentaram uma pesquisa sobre a saúde mental de profissionais de saúde durante a pandemia, considerando uma amostra do cadastro da estratégia Brasil Conta Comigo. Dos ouvidos, 12% apresentaram alto grau de sintomas psicológicos e psiquiátricos em relação à média da população.
Entre os entrevistados, 76% relataram estar em níveis bons ou muito bons de saúde mental. Quando perguntados sobre relações sociais, 70% relataram níveis bons e muito bons, e apenas 5,1% manifestaram necessidade de melhoria nesse aspecto.
Quando a amostra considera profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), os índices de reclamação sobre a qualidade de vida aumentam. Entre os entrevistados, 10% indicaram necessidade de melhoria na situação de saúde física e 17,5% na saúde psicológica e 21,3% nas relações sociais. (Com informações de Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil/Brasília)
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