Exames eficazes, procedimentos que permitem a identificação de lesões em estágio inicial.
Dia 29 de maio é o dia mundial da saúde digestiva. Em todo o mundo, estima-se que 5 milhões de pessoas vivam com a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, doenças que afetam diretamente o sistema digestório, com inflamações no tecido intestinal, resultando em lesões e sangramentos frequentes. No Brasil, ainda não existem estatísticas oficiais sobre as doenças inflamatórias intestinais.
Apesar de essas doenças não terem cura, a realização de um diagnóstico precoce e de um tratamento adequado permitem o controle, medicação adequada, reduzem a incidência de complicações e proporcionam uma melhor qualidade de vida aos pacientes, explicam os especialistas.
“Temos exames eficazes, procedimentos que permitem a identificação de lesões em estágio inicial, mas as pessoas continuam se automedicando ou dando pouca importância aos sintomas, ao acompanhamento de rotina e exames como a colonoscopia”, explica Dr. Nelson Dimas Brambilla, médico especialista em cirurgia digestiva e laparoscópica e coloproctologia.
Os especialistas alertam: pacientes com queixas abdominais recorrentes (em qualquer idade), sangramento nas evacuações , quadros de dores abdominais (tipo cólica) ou diarreia persistente, é preciso procurar um especialista para identificar os exames e procedimentos necessários. E mesmo sem sintomas, a partir dos 40 anos é importante fazer avaliações preventivas com um especialista:
“Na última década, os hábitos dos brasileiros vêm mudando, há um interesse maior por alergias alimentares e queixas crescentes de doenças do trato digestivo, por isso é necessário insistir na importância da prevenção, das avaliações periódicas e do acesso aos exames como a colonoscopia para identificar lesões precocemente e tratar da maneira mais eficaz”, comenta o Brambilla.
Para o Dr. Nelson Dimas Brambilla,é preciso pensar na saúde de todo sistema digestivo: “Os números de câncer colorretais vem aumentando de maneira alarmante, temos observado aumento nas doenças inflamatórias, e além disso precisamos pensar na obesidade, na saúde gastrointestinal e nos hábitos e histórico de cada paciente que podem evoluir para doenças mais graves, para cuidar e acompanhar não apenas para evitar mortes, mas para envelhecermos melhor”, argumenta.
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