Governador do estado participou de inauguração de Centro de Tecnologia de multinacional em Louveira. Segundo ele, instituições de manifestam quando ‘bandido morre’.
Por Luciano Calafiori, G1 Campinas e Região
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fez uma crítica a instituições de direitos humanos por, segundo ele, os grupos não terem se manifestado contra a morte de um policial militar da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), no último sábado (4). A declaração do chefe máximo do Executivo estadual aconteceu durante a inauguração do Centro de Tecnologia e Inovação de multinacional especializada em bens de consumo, em Louveira (SP), nesta terça-feira (7).
O crime foi na porta da casa de Fernando Flávio Flores, de 38 anos, na zona sul de São Paulo. Um vídeo registrou a ação dos assassinos. De acordo com o governador, as instituições de direitos humanos costumam se manifestar quando “um bandido cai morto em ação da polícia”, mas ele não vê a mesma reação com a morte de um policial.
“Ninguém mata um policial na porta da sua casa. Isso evidente foi um crime encomendado. (…) Eu recomendei ao secretário de segurança pública que oferecesse todo apoio necessário à família e lamentei o fato de que as instituições de direitos humanos, quando algum bandido cai morto por conta de ter agredido a polícia, ter tentado agredir ou matar, se manifestam. Agora, quando um policial cai morto na porta de casa saindo para o trabalho eu não leio, não ouço e não assisto nenhuma manifestação”, afirmou o governador.
Além disso, Doria afirmou que as forças de inteligência da polícia de São Paulo já começaram a trabalhar para identificar os autores do crime. A Polícia Civil investiga ameaças recebidas há seis meses pelo policial. Há a suspeita de que o crime tenha relação com a ação da PM em Guararema, há um mês, que terminou com 11 suspeitos mortos. Um carro semelhante ao usado pelos criminosos foi encontrado em Parelheiros.












