Doria volta a afirmar que flexibilização será muito difícil

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Com o dado de ontem, foi a oitava vez que o isolamento social ficou abaixo dos 50% desde o feriado de Páscoa.

O governador João Doria voltou a dizer na manhã de segunda-feira (04) que a flexibilização da quarentena no estado de São Paulo, será muito difícil com os atuais índices de isolamento social. A afirmação foi feita durante entrevista ao jornalista José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes.

Em algumas cidades do interior, os números são satisfatórios e o comércio poderá voltar a funcionar, porém ele não citou as localidades. Já na capital e região metropolitana, o retorno da atividade econômica não deverá acontecer. 

“Numa taxa de isolamento de 48% eu não preciso sequer perguntar para o doutor David Uip [coordenador do Centro de Contingência ao Coronavírus], ao doutor Germann [secretário estadual de Saúde]. Não há menor condição de flexibilização com isolamento de 48%. E evidentemente com os riscos de colapso dos
hospitais da capital e região metropolitana”, disse.

Com o dado de ontem, foi a oitava vez que o isolamento social ficou abaixo dos 50% desde o feriado de Páscoa. O governador pediu que as pessoas fiquem em casa e afirmou que somente desta forma é possível relaxar as medidas da quarentena.
“Se vocês querem sair do isolamento, se vocês querem ter uma nova fase do isolamento, contribuam para isto”, declarou Doria.

São Paulo anunciou um plano de reabertura gradual do comércio, que seria colocado em prática de maneira diferente, respeitando a ocorrência de casos de covid-19 em cada região. Mas era necessário cumprir parâmetros médicos. “Nada será feito no estado de São Paulo, mesmo em programas de flexibilização regionais e pontuais em locais fora da capital e da Grande São Paulo sem a breve e expressa autorização da área de saúde”, afirmou Doria.

Um dos principais parâmetros é o índice de ocupação de leitos de UTI. Na Grande São Paulo, 85% dos leitos da rede estadual estão com pacientes. Qualquer número acima de 80% é considerado perigoso. O prefeito Bruno Covas adotou a mesma linha do governador e pediu maior adesão à quarentena para que o
sistema de saúde comporte os pacientes de covid-19.

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