Economia: quais as reais razões por trás da alta nos preços de combustíveis?

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Um dilema que não é novo na vida do brasileiro é o preço do combustível em todo o país. Não que em outros lugares do mundo o combustível não esteja caro, mas o que deixa os brasileiros perplexos é: como o país que detém a Petrobras lida com taxas, tarifas e valores tão altos quando o assunto são petróleo e combustíveis?

A questão é tão clássica no Brasil que pesquisas acadêmicas, trabalhos de graduação, pós-graduação e até a fundamentação teórica no TCC de diversos alunos já tratam do tema flutuação no preço dos combustíveis.

No entanto, atualmente este debate é completamente arraigado em questões ideológicas, políticas e partidárias, o que faz com que esta discussão seja infrutífera na maior parte das vezes.

Mas deixando a política de lado e tentando entender um pouco sobre o panorama mundial em relação ao preço do petróleo e também analisando o quadro econômico do país, é possível compreender alguns motivos pelos quais o combustível anda tão caro.

A desvalorização do real e a cotação mundial do petróleo

Como vimos, este tema é debatido no meio acadêmico e científico do país já há bastante tempo, de modo que entender os verdadeiros motivos por trás desta alta no valor dos combustíveis pode ser visto como um belo exemplo de fundamentação teórica.

Isso porque, assim como afirmado anteriormente, questões partidárias e ideológicas geralmente são associadas a este debate, bloqueando a tomada de decisões, medidas e soluções construtivas ao longo do tempo.

De acordo com reportagem da revista O Tempo, do final do ano de 2021, especialistas apontam duas principais razões para a disparada no preço da gasolina no país:

 

  • Desvalorização do real perante ao dólar

 

  • Cotação do barril de petróleo em alta 

 

 

Juntando estes dois fatores nós temos: um produto cujo valor é alto em escala mundial e é, principalmente, obtido em dólar, juntamente com a desvalorização do poder de compra do Real em detrimento do dólar.

De maneira simples temos um commodity cujo valor é inestimável para a maior parte do planeta, inclusive para o Brasil, e temos uma moeda que não possui poder de compra internacional.

Mas você leitor deve estar se perguntando: onde entra a atuação da Petrobras? Ela não é a grande responsável pela regulamentação dos preços de combustível em território nacional?

Exato, a Petrobras é sim responsável pela regulamentação dos preços de combustíveis em todo o Brasil. No entanto, até a Petrobras se curva para o mercado internacional e caso o valor do barril de petróleo suba internacionalmente, adivinhe? No Brasil, tende a subir também.

Para se ter ideia, ainda conforme reportagem da revista O Tempo, o valor final da gasolina para o consumidor depende de uma série de valores variáveis, como:

Distribuição e Revenda

  • ICMS
  • Impostos Federais
  • Custo do Etanol Anidro
  • Parcela da Petrobras

 

O ICMS é o principal culpado pelo aumento no valor dos combustíveis?

 

A resposta mais rápida e mais simples para esta pergunta é: não, o ICMS não é o maior responsável ou culpado pelo aumento e pela flutuação nos preços dos combustíveis em território nacional.

Na verdade, segundo uma publicação da plataforma Zul Digital, O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, foi responsável por um aumento de cerca de 25 centavos no ano passado.

Inclusive, diversas fontes apontam que o ICMS se manteve estável durante o ano de 2021, principalmente entre os meses de janeiro e abril.

Ou seja, a verdade é que houve uma série de fatores que resultaram no aumento no valor da gasolina e de outros combustíveis no país, sendo um dos mais impactantes deles a desvalorização do Real no cenário econômico internacional.

Como é feita a determinação dos preços por parte da Petrobras?

Por fim, para entender um pouco mais sobre como é determinado o preço dos combustíveis no país, não só em um momento de alta, é necessário entender como a Petrobras determina os valores finais dos combustíveis.

Um dos principais objetivos da Petrobras é manter a igualdade com os valores do mercado internacional para determinar o preço final do combustível a ser repassado.

Logo, o valor do barril de petróleo no mercado internacional é um fator decisivo para o estabelecimento de preços em escala nacional.

A Petrobras acompanha de maneira integral a cotação do barril de petróleo em todo o mundo e também considera a desvalorização do real frente ao dólar para determinar o preço final dos combustíveis no país.

Logo, assim como analisado no início da reportagem, dois dos principais fatores para a disparada no preço da gasolina no país são: a desvalorização do real como moeda e a cotação do barril de petróleo internacionalmente.

 

 

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