Empresa que produz Aedes transgênico anuncia fechamento da fábrica de Piracicaba, SP

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Oxitec afirma que encerramento ocorre durante a transição para a 2ª geração dos mosquitos transgênicos, que tem projeto piloto em Indaiatuba (SP).

A Oxitec Brasil, empresa responsável pela produção do “Aedes do Bem”, mosquito geneticamente modificado para diminuição de casos de dengue, zika e chikungunya, anunciou o fechamento da fábrica de Piracicaba (SP). Segundo a companhia, o encerramento da unidade ocorre durante a transição para a tecnologia de segunda geração de mosquitos, lançada em um projeto piloto em Indaiatuba.

A Oxitec mantém uma parceria com a Prefeitura de Piracicaba (SP) e solta os mosquitos transgênicos desde julho de 2015. Em abril de 2017, a empresa divulgou que houve a supressão de 81% das larvas selvagens do Aedes aegypti na região em que os insetos modificados foram soltos.

A fábrica de mosquitos, capaz de produzir 60 milhões de insetos geneticamente modificados por semana para combate ao Aedes aegypti, foi fundada em outubro de 2016 na cidade.

Por nota, a Oxitec informou que o fechamento da unidade não impacta na parceria com a cidade e continuará soltando os mosquitos em cumprimento ao contrato. Segundo a empresa, a outra fábrica, com sede em Campinas (SP), vai produzir os aedes modificados para atender Piracicaba.

O fechamento

Segundo a empresa, a nova geração do “Aedes do Bem” tem uma tecnologia que não requer uma instalação como a de Piracicaba e permite que a Oxitec Brasil implemente suas ofertas usando configurações de produção “flexíveis”.

“A Oxitec Brasil continua comprometida com sua forte parceria com a cidade de Piracicaba e continua comprometida com seus contratos a partir de sua outra instalação Oxitec de última geração nas proximidades”.

Até esta publicação, a empresa não informou quantos funcionários trabalham na empresa em Piracicaba e se todos serão desligados.

A tecnologia

O mosquito transgênico usado em Piracicaba cruza com as fêmeas selvagens e as larvas geradas por ela, tantos de fêmeas quanto de machos, não chegam à fase adulta, diminuindo a população do Aedes na região. A nova linhagem, com projeto piloto em Indaiatuba, tem as mesmas características da primeira, mas com a diferença de que, depois que o macho cruza, somente as descendentes fêmeas morrem.

Os novos machos herdam os genes do mosquito modificado e, após cada cruzamento, seguem as mortes somente das fêmeas, diminuindo a população. Os mosquitos machos não picam e nem transmitem doenças. Somente as fêmeas picam os humanos, pois precisam do sangue para produzir os ovos. Com isso, os riscos de transmissão da dengue, chikungunya e zika diminuem.

Nova ‘geração’ em Indaiatuba

A soltura da nova linhagem começou em 23 de maio nos bairros Morada do Sol, Cecap, Jardim Itamaracá e Jardim Moacyr Arruda, em Indaiatuba.

A Oxitec recebeu a autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para realizar os testes da nova espécie do “Aedes do Bem” em Indaiatuba no mês de agosto de 2017. A empresa informou que o monitoramento das áreas será realizado com “ovitrampas” (armadilhas para ovos) e armadilhas para mosquitos adultos. As amostras serão coletadas uma vez por semana e enviadas ao laboratório para análise.

Os mosquitos serão soltos durante 12 meses, de três a seis vezes por semana. Segundo a Oxitec, a quantidade dos insetos é baseada de acordo com a estimativa populacional do local.


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