Sem chuvas, vazão está mais de 70 % abaixo da média nos rios Capivari, Corumbá e Piracicaba.
A estiagem prolongada já provoca a queda na vazão dos rios da região de Campinas (SP) e começa a prejudicar a captação de água. A situação já causa alerta e preocupação e motiva obras no setor.
No Rio Capivari, a vazão está 75,48% abaixo da média. A condição não é muito diferentes nos rios Corumbá e Piracicaba, com índice 72,22% e 72,04% abaixo da média respectivamente.
As cidades que dependem desses rios para o abastecimento de água já estão começam a se preocupar. Em Vinhedo (SP), por exemplo, não chove significativamente há 38 dias e o volume na captação já foi reduzido em 10%.
A represa do bairro Cachoeira é um dos três pontos de captação de água no município e faz parte do sistema responsável pelo abastecimento de pelo menos 60% da população. Com a estiagem, o nível da represa está um 1,30m abaixo do normal, que é de 4,6m.
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Estiagem provoca queda de vazão em rios e captação de água na região de Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)
E não são só as represas que sofrem. As bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiai, que fazem parte do consórcio PCJ e abastecem várias cidades da região, também estão com o volume abaixo da média.
“Em torno de 30% abaixo das médias de chuvas históricas. Então o que significa isso? Chove menos, os nossos rios que dependem dessa quantidade de chuva para se recarregarem além da quantidade água subterrânea, eles acabam não sendo recarregados”, explica Andréa Borges, gerente técnica do consórcio.
Obra para manter vazão
Em Americana, 100% da água que abastece a população sai do Rio Piracicaba. Segundo o Departamento de Água e Esgoto, já faz mais de um mês que não cai uma gota sequer de água na cidade. E a vazão no ponto de captação só está normal por causa da estratégia de colocar pedras pra elevar o nível do rio.
Mas como essa estrutura é provisória e precisava ser refeita todo ano, agora a administração municipal está investindo em uma obra definitiva. Para garantir que o abastecimento na cidade não seja comprometido, mesmo nos períodos de longa estiagem, uma espécie de barragem está sendo feita no ponto que fica bem perto de onde acontece toda a captação.
A obra começou no dia 9 de julho e a previsão é que fique pronta até o fim do ano. O investimento é de R$ 2,6 milhões.
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Obra está sendo feita para manter vazão em ponto de captação (Foto: Reprodução/EPTV)
“Essa estratégia que nós adotamos agora, que é o barramento, que seria uma espécie de pequena barragem, ele funciona de forma definitiva. Então é um investimento um pouco maior, mas ele vai garantir que não seja necessário você refazer constantemente como a gente vinha refazendo”, explica o diretor geral do DAE, Carlos César Zappia.
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