Bandeira símbolo da causa trans carregada por participantes da Parada LGBT, em SP.
A expectativa de vida de transexuais e travestis no Brasil é de 35 anos, menos de metade da média nacional (75 anos). No ano passado, houve aumento de 24% no número de assassinatos transfóbicos. No total, foram 179 mortes, 35 a mais do que em 2016. Os estados que mais matam pessoas transexuais são Minas Gerais, Bahia e São Paulo, segundo levantamento realizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).
Dois terços das pessoas transgêneras assassinadas no Brasil eram profissionais do sexo. Isso se explica pelo fato de que 90% dos travestis e transexuais utilizam a prostituição como fonte de renda e possibilidade de subsistência, já que, além de passarem pela exclusão social, familiar e escolar, ainda encontram grandes dificuldades em conseguir espaço no mercado formal de trabalho.
Estima-se que 13 anos de idade é a média para que essa população seja expulsa de casa pelos pais. Apenas 0,02% está na universidade, 72% não possuem o ensino médio e 56% não possuem nem mesmo o ensino fundamental.
Segundo uma pesquisa realizada pelo TransRespect em 72 países, o Brasil foi responsável por quase 40% dos 2.600 assassinatos em todo o mundo nos últimos dez anos. O segundo colocado da lista foi o México, com 275 transgêneros assassinados no mesmo período. Os Estados Unidos contabilizaram pouco mais de 200 homicídios do tipo.
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