Maycon Douglas, de 25 anos, foi para local comemorar aniversário com namorada e sogros; desabamento deixou dez mortos.
Uma família de Sumaré (SP) está entre as vítimas fatais da tragédia que aconteceu em Capitólio, Minas Gerais, na manhã de sábado (8). O desabamento de rocha em um cânion deixou dez mortos e pelo menos 32 feridos, segundo o Corpo de Bombeiros.
As vítimas de Sumaré, moradoras da região do Matão, são: Maycon Douglas da Osti, que completaria 25 anos no domingo (9), Camila Silva Machado, namorada de Maycon, Carmem Pinheiro da Silva, mãe de Camila, e Geovany Teixeira da Silva, namorado de Carmem.
De acordo com a mãe de Maycon, Tania Marcia de Osti Santos, eles foram para Capitólio na sexta-feira, aproveitar as férias na casa de um primo de Geovany. O passeio de lancha no sábado já estava programado. Ao todo, oito pessoas participaram do passeio. “Eles estavam em oito pessoas. Os quatro daqui mais a mãe, o pai do sogro do meu filho, e o filho do sogro do meu filho. E o piloto”, disse Tania.
Após o desabamento da rocha do cânion, o dono da lancha entrou em contato com a família de Maycon na noite de sábado. “O dono da lancha foi até o local e reconheceu a lancha dele. Ele avisou a gente ontem à noite que o pessoal que estava na lancha provavelmente tinha falecido, porque a lancha estava destruída”, afirmou Tania.
Ao receber a notícia, o padrasto de Maycon viajou na madrugada de domingo para a região de Capitólio. “Meu marido foi, chegou lá e reconheceu os corpos. Por enquanto a Camila, a mãe da Camila e o meu filho. Falta o padrasto da Camila”, disse Tania.
O casal de namorados Maycon Douglas da Osti, de 24 anos, e Camila da Silva Machado, de 18, foi enterrado na manhã desta segunda-feira (10) em Sumaré (SP), onde os dois moravam. Geovany Teixeira da Silva estava na lancha com outros familiares dele, entre eles o pai, Sebastião Teixeira da Silva, de 64 anos, e o filho, Geovany Gabriel Oliveira da Silva, de 14. Eles serão enterrados em Serrânia (MG).

Investigação
Ainda não se sabe o que provocou o acidente. Além da Polícia Civil, a Marinha informou que um inquérito será instaurado para apurar as causas do deslizamento de pedras no Lago de Furnas.
No domingo, o prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva (Progressista), disse nunca havia ocorrido acidente como este e, por isso, não há um estudo ou análise geológica sobre os paredões. Ele anunciou o fechamento do turismo aquático na cidade. Estão fechadas as entradas dos cânions e também do local conhecido como Cascatinha.










