Fazenda Angélica abriga restos mortais do Barão de Grão Mogol

Antiga casa do Barão de Grão Mogol - Foto: Roger Bueno
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A fazenda é particular, só é permitia a entrada com a autorização dos funcionários do local.

A casa do Barão de Grão Mogol e seu túmulo é um dos lugares cheios de mistérios e histórias. Para quem tem interesse ou ate mesmo duvidam dessa história podem consultar em alguns vídeos no YouTube com paranormais. Diversas redes de televisões se interessaram em contar esses mistérios.

… Conforme alguns contam toda a região da fazenda é assombrada . Na época da escravidão é do conhecimento de todos que os barões e capatazes judiavam de diversas formas do escravos.

Antiga casa do Barão de Grão Mogol – Foto: Roger Bueno

Na fazenda Barão de Grão Mogol  não era diferente , conta-se que o barão era um homem muito maldoso , e que todos os escravos que não tinham mais utilidades ou agiam errado era morto afogado , em uma represa que passava perto da casa , hoje é apenas uma nascente pequena.

O capataz amarrava as mãos, pés e depois colocavam pedras ou madeiras para que afundassem  e se afogassem .

Contam também que o Barão tinha diversos casos com as escravas , e em um deles a Baronesa descobriu e pediu para o capataz da fazenda mata-la , quando o Barão descobriu prendeu sua esposa no sotão por sete anos. Não sabem ao certo se foi esse o motivo dela adquirir demência ou se realmente  já tinha.

A casa hoje é tombada pelo estado, mas esta em péssimo estado. Esperamos que consigam a verba para restaurar o casarão e continuar com a história viva.

Livro de 1847 pertenceu ao Barão de Grão Mogol

É um local pesado para quem é muito sensível espiritualmente mas é um história que devemos conhecer, devemos agregar conteúdos para nossa vida, devemos realmente ter conhecimento da nossa história principalmente quando ela ela esta tão perto.

A fazenda é particular, só é permitia a entrada com a autorização dos funcionários do local, devido a casa estar em condições ruins a visita só pode ser feita por fora.

História

O Coronel Gualter Martins Pereira, Barão de Grão Mogol (Decreto Imperial de 17 de setembro de 1873), nasceu em Itacambira, centro pecuário e de mineração ao norte de Minas Gerais.

À época do seu nascimento, em 1826, Itacambira pertencia à cidade de Grão Mogol. Arrematada a Fazenda Angélica, de propriedade do London Bank, em 1881, por Rs.305:000$000 (trezentos e cinco contos), o Barão migrou para Rio Claro.

Habitada em 1883, a nova sede da Fazenda Angélica foi obra realizada por cerca de oitenta escravos de procedência mineira e baiana.

O túmulo solitário do Barão

O Casarão foi construído em um lugar plano e aprazível, ao lado de uma nascente d água, com a frente voltada para o oeste. Todo rodeado de janelas, com uma varanda de grades de ferro em toda extensão da ala exposta ao sul, de estilo Oitocentista, o prédio possui o indefectível sotão e ampla escadaria de acesso ao pavimento superior.

O Barão, pessoa de destaque no Município de Rio Claro (SP), foi eleito pelo partido monarquista à vereança municipal no triênio de 1886 a 1890, período em que ocupou, também, a Presidência do Legislativo.

Homem culto e progressista, abraçou depois os ideais republicanos pregados por Campos Salles, Cerqueira Cesar e Alfredo Ellis. Renunciou publicamente ao título honorífico de Barão de Grão Mogol e, como cidadão, em 5 de fevereiro de 1888, quando Rio Claro libertava seus escravos, à frente daquela iniciativa, discursou no Teatro São João (Phenix).

Portanto, Rio Claro foi uma das cidades pioneiras na libertação dos escravos, antes mesmo da Lei Áurea.
Ao ser proclamada a República, em 1889, coube-lhe, no dia seguinte, como Presidente da Câmara, a missão de anunciar oficialmente ao povo rio-clarense o grande acontecimento.

Coronel Gualter Martins Pereira, Barão de Grão Mogol

Faleceu o Barão na Fazenda Angélica, às 4h20, na manhã de 15 de dezembro de 1890, sendo sepultado no Cemitério São João Batista. Consta no recibo n. 407 (Livro 95): “Recebi do Senhor Joaquim Jose de Sá a quantia de oitocentos mil reis 800$000 pela sepultura na quadra particular para o cadáver de Gualter Martins. Rio Claro, 15 de dezembro de 1890. O procurador da Intendência Francisco de Almeida Camargo”.

Depois de trinta anos, uma de suas netas encontrou documento em que ele expressava o desejo de ser enterrado junto de seus escravos; seus restos mortais foram transladados para a fazenda na década de 20.

O Casarão do Barão de Grão Mogo hoje é tombada pelo estado, mas esta em péssimo estado.

O túmulo do Barão (em que havia uma lápide – já roubada – com a seguinte inscrição: “Obedecendo a sua última vontade, repousam aqui, os restos mortais de Gualter Martins, Barão de Grão Mogol, orae por ele”), em canavial próximo do Casarão, teve recentemente sua cruz de pedra derrubada pela Usina, que a recolocou, cimentada.

Cumpre ressaltar que nesta região do Distrito de Ajapí, houve enorme concentração de escravos; exemplificativamente, no Bairro da Mata Negra, onde permanecem, ainda hoje, construções e cemitérios daquele tempo.


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