Júri popular que condenou Diogo Aparecido Machado foi realizado nesta quinta-feira. Recém-nascida ficou nove dias internada após o caso ocorrido em 13 de maio do ano passado.
O júri popular condenou nesta quinta-feira (13) a 20 anos de prisão o funileiro Diogo Aparecido Machado, que atirou a filha bebê por cima de um muro de casa em Santa Bárbara d’Oeste (SP). O caso ocorreu em maio do ano passado e a menina, na época com 17 dias de vida, ficou internada por nove dias e depois teve alta.
O homem foi condenado por tentativa de homicídio qualificado, já que a vítima era uma criança e o júri considerou que ele agiu de forma cruel. A advogada do funileiro, Joyce Correia de Souza, afirmou que vai recorrer da decisão.
O julgamento começou por volta de 13h30 na 1ª Vara Criminal de Santa Bárbara d’Oeste. A previsão era que quatro testemunhas fossem ouvidas tanto pela defesa quanto acusação, mas os depoimentos não ocorreram.
Durante o julgamento, a defesa de Machado tentou derrubar a tese da acusação de que ocorreu uma tentativa de homicídio e pediu que ele fosse julgado por lesão corporal. Segundo a advogada, ele não teve a intenção em matar.
O funileiro já estava preso desde a data do crime. Após o julgamento, ele foi encaminhado de volta para uma penitenciária em Tremembé (SP).
O Ministério Público do Estado (MP-SP) denunciou o homem em 6 de junho por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, com emprego de meio cruel, contra a mulher por razões do sexo feminino envolvendo violência doméstica, contra pessoa menor de 14 anos e na presença de ascendente da vítima.

Defesa vai recorrer
Após o julgamento, a advogada afirmou que a decisão dos jurados foi contrária a prova dos autos. “Em momento algum restou comprovado que Diogo tenha de fato tentado tirar a vida da filha. Ou seja, sua intenção jamais foi ceifar a vida da filha”.
“É um homem de bem, honesto, sempre honrou com suas responsabilidades e não merece ser taxado como um homicida por uma situação isolada sem intenção homicida”, defende Joyce.

O caso
A família comemorava o Dia das Mães quando o crime aconteceu. A denúncia da Promotoria descreve que o funileiro foi ao mercado, e ao voltar para a casa, estava embriagado. Ele começou a discutir com a namorada e, em um momento, tirou a criança dos braços dela e jogou contra a parede.
O bebê caiu na casa de um vizinho, sobre areia e cimento, e foi socorrida para o pronto-socorro. O muro tinha uma altura de 2,5 metros e, próximo ao local da queda, havia um vergalhão. A mulher gritou por socorro e também foi socorrida pelos vizinhos.
A Guarda Municipal foi acionada, e ao chegar no local, encontrou o homem trancado em um cômodo da casa. Segundo informações dos guardas, moradores queriam linchar o funileiro. Ele foi preso em flagrante.

A criança foi encaminhada para o Pronto-Socorro (PS) Edson Mano e transferida para o Hospital Estadual de Sumaré (HES) na noite do crime, onde permaneceu internada até ter alta em 21 de maio.
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