Governo corta bolsa de estudantes indígenas e quilombolas

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Pelo menos 2.500 universitários serão prejudicados; bolsa consiste em ajuda mensal de R$ 900.

Milhares de estudantes universitários indígenas e quilombolas do Brasil podem abandonar seus estudos por mudanças do Governo Federal no Programa Bolsa Permanência (PBP). Além de cortar bolsas já existentes, o Governo não abriu as inscrições para novos candidatos ao benefício.

Cada bolsa consiste em uma ajuda mensal de R$ 900 para moradia, alimentação e material escolar. Segundo a Folha de São Paulo, que conversou com representantes dos alunos, pelo menos 2.500 estudantes serão prejudicados, mas o número pode chegar a 5.000 até o final do ano letivo.

Desde o início das aulas no começo do ano, os novos alunos não receberam nenhuma parcela da bolsa. E também não conseguiram inserir seus nomes no sistema do PBP como candidatos ao auxílio.

Criado em 2013 pelo Ministério da Educação, o PBP já permitiu acesso à educação para de mais de 18 mil estudantes indígenas e quilombolas, um público que muitas vezes precisa se mudar para cidades a centenas de quilômetros de seus locais de origem para fazer cursos superiores em instituições federais.

Em audiência no dia 29 de maio com o novo ministro da educação, Rossieli Soares, os representantes ouviram que a proposta do ministro é de apenas 800 novas bolsas este ano. E ainda foi pedido para a comissão dos estudantes escolherem os 800 nomes que terão direito ao auxílio, deixando o restante dos alunos sem verba para os estudos.

Somente a Universidade Federal da Bahia (UFBA) recebe estudantes indígenas de 417 municípios.


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