Greve de caminhoneiros “vai parar” o Brasil, diz líder de central sindical

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Categoria marca paralisação para 1º de novembro por causa do preço dos combustíveis.

A paralisação dos caminhoneiros marcada para a próxima segunda-feira (1º) recebeu o apoio da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e de outras centrais sindicais.

Ao Poder360, Antonio Neto, presidente da CSB, afirmou na sexta-feira (29) que a greve “é uma manifestação contra a absurda política de preços [dos combustíveis] que, para garantir dividendos bilionários para poucos, acaba sacrificando muitos”.

Mais cedo, Antonio publicou um vídeo em suas redes sociais confirmando a greve e convidando os brasileiros a aderirem ao movimento. Fez a gravação após participar de uma reunião com líderes dos caminhoneiros, do setor de transportes e logística. 

“A greve vai acontecer à 0h do dia 1º de novembro. O Brasil vai começar a parar, todos os caminhoneiros. Nós estamos apoiando essa greve. Não é possível mais esse ascende. Os excessos de aumento, a revolta de todos os trabalhadores brasileiros. Nos gás, na gasolina, no diesel ”, disse.

Antonio afirmou também que “essa greve é de todo o povo brasileiro”. Disse que é de quem considera altos os preços do gás e da energia. Segundo ele, “o povo brasileiro não aguenta mais pagar os lucros bilionários de meia dúzia de acionistas”.

Na quinta-feira (28), centrais sindicais já tinham assinado um manifesto apoiando a paralisação. O texto afirmava que a pauta da categoria tem repercussões do interesse de toda a classe trabalhadora. Entre as centrais que assinam o manifesto estão CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB e CSP-Conlutas. 

“A inflação se expressa na alta dos preços da energia elétrica e dos combustíveis que são de responsabilidade do governo federal que, mais uma vez, nada faz. Neste ano a gasolina já acumula um aumento de 74% e o diesel 65%. O impacto sobre os preços promove a carestia, como no caso do botijão de gás que custa em torno de R$ 100,00. A inflação anual já beira os 10%”, diz o texto.

QUEM MAIS APOIA

Ao menos 3 entidades de caminhoneiros autônomos estão apoiando a paralisação. Além da alta do diesel, que ganhou força nesta semana após o reajuste feito pela Petrobras, eles também reclamam de falta de diálogo do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Além disso, eles pedem: o piso mínimo de frete; o retorno da aposentadoria especial com 25 anos de contribuição; a aprovação do novo Marco Regulatório de Transporte Rodoviário de Carga; a criação e melhoria dos Pontos de Parada e Descanso.

A perspectiva de greve preocupa porque, em 2018, quando a categoria parou por dez dias, diversas cidades tiveram problemas de abastecimento de produtos essenciais, como combustíveis e alimentos. Na ocasião, o movimento só começou a perder força após um acordo entre o governo e representantes da categoria, para baixar o preço do diesel.

Fonte: https://www.poder360.com.br/brasil/greve-de-caminhoneiros-vai-parar-o-brasil-diz-lider-de-central-sindical/

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