Greve dos Correios afeta funcionamento de agências na região de Campinas, SP

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Movimento da categoria é nacional. Servidores são contra redução de salários e de benefícios. Cidades da região estão sem carteiros e serviço Sedex. Há unidades fechadas.

Por G1 Campinas e Região

O funcionamento de agências dos Correios na região de Campinas (SP) está afetado pela greve nacional da categoria, que começou nesta quarta-feira (11) e é por tempo indeterminado. Os servidores são contra a redução de salários e benefícios, além da privatização da estatal.

Algumas unidades informaram que ficarão fechadas na região. Outras, abriram para postagens e separação de encomendas, mas informaram que os carteiros aderiram à greve e que o serviço de Sedex não está funcionando. Poucas unidades alegaram funcionamento normal.

O sindicato da categoria ainda não informou um balanço completo dos reflexos da paralisação, mas afirma que 70% do operacional (Sedex e carteiros) está paralisado. A estatal disse que ainda não tem o número aferido pelo sistema eletrônico para informar de quanto foi a adesão.

A greve foi decretada na noite desta terça (10) em assembleias realizadas em diferentes estados do país.

Situação das agências por cidade

Agências fechadas

  • Campinas: Barão Geraldo, Jardim Londres, Jardim Metronópolis
  • Pedreira
  • Americana

 

Abertas, mas sem carteiros e com Sedex afetado

  • Campinas: Cambuí, Jardim Proença, Chácara da Barra, Jardim Chapadão, Alphaville, Parque D. Pedro Shopping, Parque Prado, Sousas, Chácara Santa Letícia
  • Sumaré
  • Valinhos
  • Itapira
  • Paulínia
  • Pinhalzinho
  • Mogi Guaçu

 

Funcionamento normal

  • Campinas: Amoreiras, Jardim Aurélia, Centro
  • Indaiatuba
  • Hortolândia
  • Vinhedo: informou problema técnico no sistema e deve abrir à tarde
  • Louveira
  • Lindoia
  • Mogi Mirim
  • Pedra Bela
  • Serra Negra
  • Tuiuti

Não conseguimos contato

  • Holambra
  • Jaguariúna
  • Artur Nogueira
  • Águas de Lindoia
  • Espírito Santo do Pinhal
  • Amparo
  • Monte Alegre
  • Monte Mor
  • Morungaba
  • Estiva Gerbi
  • Santo Antônio de Posse
  • Santo Antônio do Jardim
  • Socorro

Reivindicações

O reajuste salarial de 0,8% é um dos principais pontos reclamados pela categoria. No entanto, os trabalhadores querem também a reconsideração quanto a retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.

Em nota, a direção dos Correios informou ter participado de 10 encontros com os representantes dos trabalhadores para apresentar propostas dentro das condições possíveis, “considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões”. Veja abaixo:

“Os Correios participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa.

No momento, o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população.”

Privatização

A privatização da estatal foi incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro.

Dependendo do que o governo resolver fazer, será preciso aprovar uma proposta legislativa para alterar a Constituição. Atualmente, de acordo com o artigo 21 da Constituição, os Correios detêm o monopólio da prestação do serviço postal, que inclui envio de carta, cartão postal e encomenda postal, além da emissão de selos.

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