O projeto ‘Cãoterapeuta Amigo’, em Itararé (SP), faz atendimentos às crianças com deficiências de escolas da prefeitura e também da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) da cidade.
A Guarda Civil Municipal de Itararé (SP) criou um projeto para ajudar crianças no desenvolvimento intelectual, físico, social e psicomotor. O serviço é oferecido para alunos da rede municipal de ensino e também da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
De acordo com a GCM Hingrid Consuelo Rodrigues Ferreira, o projeto é importante para que os menores desenvolvam capacidades funcionais necessárias para o desenvolvimento e, com isso, consigam assumir o máximo de independência possível para a inclusão social.
A guarda conta que a ideia surgiu por meio da cinoterapia, terapia facilitada por cães, que pode ser benéfica em atividades educacionais e terapêuticas. “É um projeto muito gratificante para nós, pois temos um outro tipo de reconhecimento. Também somos pessoas doces e nos trabalhos com os cães, as pessoas são capazes de ver que não estamos aqui apenas para resolver problemas mais sérios, mas também para ajudar essas crianças”, conta.
Participam do projeto as cadelas Zoe e Zara. De acordo com a GCM, a cadela Zoe é da própria Guarda. Já a Zara mora com o dono na cidade e é emprestada para auxiliar nas atividades. O treinamento recebido por elas são em torno da socialização, comandos básicos e avançados, adestramento, além de circuitos.
Segundo o comandante da Guarda Civil, Alisson Rivéli Ferreira, o trabalho é uma forma de aproximar a GCM da comunidade. Sabemos que esse projeto também faz bem para os envolvidos, principalmente para as crianças, que no contato com o cão acabam se tranquilizando ainda mais”, explica.

Expectativa após pandemia
A guarda contou que, por conta da pandemia do novo coronavírus, o projeto precisou ser paralisado para evitar contaminações com a Covid-19.
Segundo Hingrid, faz quase um ano que o projeto foi interrompido, mas que ainda os guardas são lembrados pelos assistidos e esperam poder retomar as atividades o quanto antes com a promessa da vacina. “Com o fim da pandemia, eu quero poder fixar mais o projeto na educação infantil, além da Apae e da escola municipal Nossa Senhora de Fátima”, diz.
Segundo a GCM, a expectativa para 2021 é atender outros públicos, com o projeto em asilos e lares de idosos da cidade. “Queremos levar o projeto mais adiante depois que a pandemia passar. É um trabalho de união feito pela GCM, prefeitura, Apae e pela Monique Suplicy, dona da cadela Zara, que auxilia as crianças no projeto. O que eu sinto é uma sensação de serviço bem feito”, finaliza.
* Colaborou sob supervisão de Eduardo Ribeiro Jr.










