Homem que matou companheira em visita íntima na cadeia é condenado a 30 anos de prisão

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Débora Carvalho foi esganada e morta pelo ex-companheiro, Pedro Antônio Dutra Vieira, que cumpria pena desde setembro de 2015 por tentativa de homicídio contra ela.

A Justiça condenou, em um júri popular nesta quarta-feira (24), o detento Pedro Antônio Dutra Vieira por ter matado a companheira durante uma visita íntima no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caraguatatuba, no litoral paulista. O crime ocorreu em 2016.

Débora Carvalho foi esganada e morta pelo ex-companheiro que cumpria pena desde setembro de 2015 por tentativa de homicídio contra ela – antes do crime, ela já havia sido alvo do marido, que tentou matá-la com uma faca.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, ela foi atacada dentro do banheiro da unidade e os agentes penitenciários só perceberam a ação mais tarde, quando na saída dos visitantes, ela não deixou o CDP.

Segundo a sentença, ele não poderá recolher em liberdade.  Vítima e agressor moravam juntos no bairro Olaria, em Caraguá e têm uma filha, atualmente com 7 anos que ficou sob a guarda de uma tia de Débora.

Sem indenização

A família chegou a pedir indenização ao Estado porque o crime aconteceu dentro do CDP, mas a Justiça negou o pedido em 2019. À época, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que foi instaurado procedimento apuratório preliminar e que não houve indícios caracterizadores de dolo, culpa ou atribuição de responsabilidade pelo evento a qualquer membro do corpo funcional do Centro de Detenção Provisória.

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