Segundo especialista, novas tecnologias não vão tirar o ser humano do mercado de trabalho, mas facilitar os procedimentos feitos pelo homem dentro das fábricas.
Para ganhar espaço no mercado, as empresas têm que se reinventar e atingir um grau de produção que acompanhe a demanda dos consumidores. Em vista disso, as tecnologias da informação e comunicação estão evoluindo e, agora, desempenham um papel fundamental que fortalece a cadeia produtiva.
Um dos conceitos ligados a esse processo é a Indústria 4.0. Também conhecido como a quarta revolução Industrial, o movimento trabalha, principalmente, com a otimização de procedimentos, redução de perdas e aumento da automação.
De acordo com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao Ministério da Indústria e Comércio, atualmente, no Brasil, apenas 2% das indústrias estão inseridas no conceito da Indústria 4.0. No entanto, a expectativa é de que esse índice suba para 15% em 10 anos.
Aos poucos, a indústria nacional vai se adequando a essa realidade. Algumas fábricas de veículos, calçados e até de refrigerantes já migraram para esse modelo de produção no país.
Especialista na área, o gerente de inovação da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Filipe Cassapo, afirma que, daqui para frente, a tendência é a inserção nesse modelo de produção. Segundo ele, a Indústria 4.0 vai facilitar o andamento das empresas, mas, ao mesmo tempo, vai gerar competitividade entre elas.
“Diz agora respeito à digitalização, à aplicação das tecnologias digitais para o conceito industrial, com o objetivo de aumentar a produtividade, a competitividade das indústrias e ao mesmo tempo ter maior produtividade com os clientes, para que os produtos e os serviços sejam mais customizados.”
Ainda segundo Cassapo, o processo não vai tirar o ser humano do mercado de trabalho, mas sim, facilitar os procedimentos feitos pelo homem dentro das fábricas, se houver a capacitação necessária.
“O mito de que a tecnologia substituirá o ser humano não é um mito que existe apenas agora. Isso de fato também não vai acontecer com a indústria 4.0 de efetivamente a gente fizer o trabalho da educação, da migração, da qualificação de mão de obra para esse próximo patamar, que é o patamar ligado à digitalização.”
Para o especialista, as áreas de análise de dados, segurança digital, domínio de softwares, manutenção preventiva de máquinas e virtualização de processos estão entre as áreas com maior tendência para profissionais que desejam atuar dentro da Indústria 4.0.
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