GCM de Peruíbe prendeu em flagrante suspeito que estava em alojamento para desabrigados após um temporal que atingiu a cidade.
Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante por estupro, após passar a mão nas partes íntimas de uma criança de 7, em um alojamento para desabrigados em Peruíbe, no litoral de São Paulo. O suspeito ainda foi agredido por moradores que estavam no local e descobriram o que ocorreu. O caso foi confirmado pela prefeitura no sábado (23).
O caso aconteceu na madrugada desta sexta-feira (22), na Escola Municipal Professora Delcélia. Segundo apurado pela reportagem, a Guarda Civil Municipal foi acionada para atender a uma ocorrência na unidade, que acolhe mais de 100 desabrigados após as enchentes que atingiram a cidade. No local, os agentes foram informados por moradores que o rapaz teria cometido estupro de vulnerável.
Segundo testemunhas, o suspeito foi flagrado com as mãos nas partes íntimas da criança. Um homem questionou o indiciado, que confessou. “Eu bobeei, passei a mão na menina”, disse, conforme os relatos.
Na sequência, o rapaz passou a ser alvo de socos e pontapés de moradores, que ficaram revoltados com o abuso. Nesse momento, a GCM interviu, dando voz de prisão ao suspeito. Segundo apurado, na Unidade de Pronto Atendimento onde foi atendido, ele declarou informalmente que passou a mão na vítima.
Em nota, a Prefeitura de Peruíbe informa que, conforme registrado em ficha da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, o jovem chegou ao local na quinta-feira (21) e realizou o cadastro solicitando abrigo, alegando que sua casa foi atingida pelo temporal.
Após o cadastro, ele recebeu colchão, roupa de cama, kit de higiene pessoal e encaminhamento para um quarto. Posteriormente, ele jantou e ficou junto aos demais abrigados no local.
A prefeitura explica que o episódio ocorreu durante um período em que todos já tinham sido orientados a dormir, e que graças à atuação da Guarda Civil Municipal, a polícia foi acionada. A responsável pela vítima estava no local, e a secretaria solicitou a presença do Conselho Tutelar.
A administração municipal ainda reitera que agentes da GCM ficam 24 horas no abrigo. O caso foi registrado na Delegacia Sede de Peruíbe como estupro de vulnerável.
Desabrigados
Mais de 100 moradores de Peruíbe ficaram desabrigados após um temporal que atingiu a cidade, provocando crateras e deixando ruas e casas alagadas. A forte chuva ocorreu no início da semana e afetou cerca de 35 famílias, que foram levadas para a Escola Municipal Professora Delcélia, onde permanecem abrigadas.
De acordo com a prefeitura, equipes da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social e do Fundo Social de Solidariedade ficam no local prestando todos os atendimentos à população. A administração também afirma que está promovendo doação de roupas, itens de higiene pessoal e de limpeza para as vítimas do temporal.










