Justiça adia júri de Guilherme Longo, acusado de matar menino Joaquim

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Decisão ocorre após defesa fazer uma série de pedidos no processo. Ainda não há definição de nova data para o caso. Longo é acusado de aplicar alta dose de insulina na criança de 3 anos, encontrada morta no Rio Pardo.

A juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra Zara, da 2ª Vara do Júri e das Execuções Criminais de Ribeirão Preto (SP), adiou, nesta segunda-feira (24), o julgamento de Guilherme Longo, acusado de matar o enteado Joaquim Ponte Marques, de 3 anos.

Inicialmente, a data havia sido marcada para 14 de junho, mas foi revista após uma série de argumentações da defesa de Longo. Ainda não há previsão para a realização do júri.

No pedido, feito em 12 de maio, o advogado Antônio Carlos de Oliveira solicitou que o julgamento não acontecesse até que todos os recursos do caso fossem julgados.

Oliveira também pediu que o cliente dele estivesse presente no fórum de Ribeirão Preto e não acompanhasse os trabalhos por videoconferência de dentro da Penitenciária de Tremembé (SP), onde está preso. O depoimento seria virtual por conta da pandemia de Covid-19, segundo a primeira decisão da Justiça.

O padrasto do menino Joaquim está na cadeia desde 2018, após ser detido pela Polícia Internacional (Interpol) e extraditado da Espanha. Ele havia fugido para o país europeu em 2016, depois de obter um habeas corpus.

Longo responde por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou defesa, além de ocultação de cadáver.

Guilherme Longo e o advogado Antônio Carlos de Oliveira, durante entrevista na Penitenciária de Tremembé (SP) — Foto: Reprodução/EPTV / Arquivo

Caso ‘menino Joaquim’

O menino Joaquim foi encontrado morto em novembro de 2013 no Rio Pardo, em Barretos (SP), dias depois de ser dado como desaparecido da casa onde vivia com a mãe, Natália Ponte, e o padrasto, Guilherme.

O Ministério Público acusa Guilherme de ter usado uma alta dose de insulina para matar a criança e de tê-la jogado em um córrego próximo à residência da família.

Para a Promotoria, Natália foi omissa em relação ao filho, uma vez que tinha conhecimento de que o companheiro era usuário de drogas e tinha comportamento violento. Ela responde às acusações em liberdade e ainda não teve o julgamento marcado, já que o caso foi desmembrado.

Natália nega o envolvimento na morte do filho. O advogado de Longo também pediu que o cliente dele fosse julgado junto com a mãe de Joaquim. Guilherme informou para a Justiça que aplicou uma dose normal de insulina no menino Joaquim.

O menino Joaquim Ponte Marques foi encontrado morto cinco dias após desaparecer da casa onde morava em Ribeirão Preto — Foto: Reprodução

O júri

Na primeira decisão sobre o agendamento do júri, em fevereiro, a juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra Zara disse que o caso é de “evidente complexidade” e deve demandar em torno de duas semanas para ser julgado em Ribeirão Preto.

Ela prevê a participação de 31 pessoas a serem ouvidas:

  • 4 testemunhas de acusação
  • 1 perito/assistente técnico da acusação
  • 1 informante da acusação
  • 1 perito/assistente técnico comum
  • 3 informantes comuns
  • 5 testemunhas de defesa
  • 13 peritos/assistentes técnicos da defesa
  • 3 informantes da defesa
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