A média de outros países é 38%, segundo levantamento de uma multinacional de recrutamento.
São Paulo é o estado mais populoso do Brasil. Segundo dados do IBGE, em 2017, eram mais de 45 milhões de pessoas vivendo no estado. Na região Sudeste, é o estado que mais concentrava matrículas na educação profissional em 2016, data do último Censo Escolar. Mais de 435 mil pessoas estavam em cursos técnicos.
É também na região Sudeste que concentra o maior número de demandas de profissionais de nível técnico para preencher vagas na indústria até 2020. Até lá, serão necessárias mais de seis milhões e meio de pessoas com qualificação técnica nos quatro estados do Sudeste.
Mas, segundo dados de uma multinacional de recrutamento, 61% das empresas brasileiras sentem dificuldade em contratar pessoas com esse perfil. O supervisor de Avaliação Educacional do Senai São Paulo, Fabrício Fonseca, avalia que quem tem formação técnica está um passo à frente no mercado.
“O curso técnico é um excelente caminho para o mercado de trabalho na medida em que ele oferece, para a empresa e para o aluno, uma resposta às suas necessidades, que configuram uma boa solução para o trinômio ‘qualidade, prazo e custo.’”
No Brasil, menos de 10% dos estudantes egressos do ensino médio pensam em fazer curso técnico. Em alguns países da Europa, esse índice pode ultrapassar os 70%. No Senai de São Paulo, os cursos técnicos mais procurados são Manutenção Automotiva, Edificações e Refrigeração e Climatização, mas Fabrício Fonseca comenta que a ideia é se adaptar às necessidades da indústria.
“Por vezes, a gente reformula os currículos e atualiza os perfis de acordo com o que a indústria necessita no momento.”
A indústria paulista emprega quase três milhões de pessoas e, em 2017, exportou 42 bilhões e meio de dólares, o equivalente a 143 bilhões de reais.
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