Maria Clara pode ter sido morta dentro de casa, segundo a tia da criança

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Maria Clara Calixto Nascimento foi achada dentro de caixa de papelão na sexta (18), com sinais de estrangulamento. Padrasto, que está preso, confessou os crimes, segundo a Polícia Civil.

Os desdobramentos do caso que chocou o país continuam. A Polícia Civil continua investigando o caso. Em entrevista a imprensa (assista abaixo) uma das tias disse que na quinta-feira (17), quando começaram as buscas pela criança, o padrasto já tinha matado a criança. 

A tia acredita nessa suposição devido ao fato dele ter estado com a criança sozinho dentro de casa. Ele teria planejado o crime por saber o horário em que a mãe iria chegar. Segundo a Polícia Civil, Maria Clara Calixto Nascimento apresentava sinais de estrangulamento ao ser localizada na manhã de sexta-feira e o padrasto dela, que está preso, confessou durante depoimento que estuprou e matou a vítima.

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Apurações

O corpo de Maria Clara foi achado em um terreno no Jardim São Felipe. Ela estava desaparecida desde a manhã de quinta-feira quando, segundo a família, saiu para brincar na casa de uma vizinha. A mãe dela, uma auxiliar de produção de 25 anos, chegou para almoçar e questionou o companheiro sobre a localização da garota. Na ocasião, ele alegou que dormiu e não viu ela sair.

A partir disso, a família começou a procurar a criança e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Hortolândia. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o padrasto foi localizado em Campinas (SP) na manhã desta sexta e levado à delegacia, onde confessou o crime.

O homem, que já tem passagem pela polícia por estupro, chegou a prestar depoimento na quinta-feira e disse que não sabia nada sobre o paradeiro de Maria Clara. Em seguida, ele se abrigou na casa de parentes em Monte Mor (SP), antes de tentar fugir para Campinas. Cássio Martins Camilo vai permanecer preso e será encaminhado a uma unidade prisional.

A garota foi encontrada próximo à residência dela, no bairro Vila Real, por familiares e amigos, que mantiveram a procura desde quinta-feira. A mãe da criança retirou o corpo da filha pelas próprias mãos e levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Nova Hortolândia, mas ela já chegou sem vida ao local. A perícia foi acionada para ir até o terreno.

“Esse indivíduo foi localizado, foi trazido até nossas dependências e aqui ele confessou a prática do delito, onde ele teria estuprado a criança e posteriormente a matado”, destaca o delegado João Jorge Ferreira da Silva.

Equipes de reportagem foram agredidas por moradores que estavam na região e dois carros foram danificados, após o corpo ser encontrado. O delegado relata ainda que, na quinta-feira, a polícia já havia encontrado indícios de suspeita do crime. “Ontem quando os meus investigadores adentraram, a residência tinha sido lavada inteira. Mas, isso não impede a perícia de localizar indícios posteriores.”

Ainda na sexta-feira, a mãe da criança prestou depoimento à polícia. A instituição ainda investiga se o padrasto agiu sozinho ou se há outras pessoas envolvidas no crime.

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