Segundo a vítima, desentendimento ocorreu após ela se recusar a levar compras no banco, cancelar corrida e sair com sacolas no banco traseiro sem ver; ao retornar para devolver produtos, ela foi alvo de socos, chutes e puxões de cabelo.
Uma motorista de aplicativo de 50 anos foi agredida com socos, chutes e puxões de cabelo por duas passageiras depois de recusar uma corrida em Campinas (SP). O caso ocorreu na noite de sexta-feira (25), em frente a um posto de combustíveis, e a vítima contou com ajuda de frentistas para se livrar das agressoras. Ela registrou boletim de ocorrência.
A vítima contou que as agressões ocorreram após um desentendimento sobre a corrida que teria início em frente a um centro de compras na Avenida Ruy Rodrigues.
“Eu recebi uma chamada (…), chegando lá ela pediu para eu parar um pouco mais na frente, só que tinha (…) não tinha como eu chegar até lá onde ela queria que eu parasse. Ela já veio alterada, começou a colocar as compras em cima do banco do carro. Aí eu falei: ‘coloca as compras lá atrás, o porta-malas tá aberto’. Ela falou: ‘é aqui mesmo que eu vou colocar, ninguém mandou você parar aqui’. ‘Então vou cancelar a corrida, não vou levar'”, relata.
Segundo a motorista, neste momento ela deixou o local, mas não observou que duas sacolas ficaram no banco traseiro. Por conta disso, ela fez o retorno na avenida, e parou no posto de combustíveis do outro lado da via, deixando as compras no chão, e avisando a passageira.
“Como ela estava muito alterada eu estava com medo de chegar perto dela, coloquei as compras no chão e entrei dentro do carro. Ela abriu a porta do carro (…), já me tirou puxando pelo cabelo e jogou no chão. No que ela me jogou no chão, ela já foi me puxando pelo cabelo e me arrastando”, disse.
A mulher recebeu socos e chutes, e as agressões só acabaram com a intervenção de frentistas.
“Quando ela estava me agredindo, ela falava que estava me batendo para eu aprender a não roubar nada de ninguém. Que ela dizia que eu tinha roubado as sacolas dela. Mas como que eu roubei a sacola da mulher se eu voltei pra devolver? Eu não tinha visto a sacola dentro do carro”, argumenta.
Abalada, a motorista diz que a humilhação dói mais que os machucados espalhados pelo corpo. “Dói fisicamente, dói o machucado, mas o psicológico da gente…”
Carro danificado
Segundo a vítima, as passageiras ainda danificaram o veículo utilizado pelo trabalho e ela não recebeu nenhum respaldo da Uber.
“As pessoas estão intolerantes. Não respeitam o ser humano, o material de trabalho. Eu não posso trabalhar com o carro danificado, eu tenho de trabalhar com o carro em condições de trabalho”, disse.
O que diz a Uber?
Em nota, a assessoria da empresa informou que “não tolera nenhum comportamento violento” e a usuária que solicitou a viagem foi temporariamente suspensa. Além disso, destacou que entrou em contato com a motorista para prestar apoio. “Todas as viagens pelo aplicativo estão cobertas por um seguro para acidentes pessoais, que cobre despesas médicas em caso de incidentes. A Uber permanece à disposição das autoridades para colaborar com as autoridades no curso das investigações”, diz texto.










