Foragida fazia parte de um grupo de criminosos que se passavam por policiais rodoviários e realizavam sequestros nas estradas da Baixada Santista.
Uma mulher de 38 anos, foragida da Justiça após ser condenada a 21 anos de reclusão por integrar um grupo de criminosos que se passavam por policiais rodoviários e agiam nas estradas da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, foi capturada na noite desta segunda-feira (3), em São Vicente.
De acordo com a Polícia Civil, por volta das 18h20, policiais militares estavam em patrulhamento pela Rua Carmem Miranda, no bairro Beira Mar, quando viram a mulher saindo de uma padaria em atitude suspeita e a abordaram.
Durante pesquisa via Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), a equipe não constatou nada de irregular no nome da abordada, porém, em pesquisa junto ao Banco Nacional de Mandados de Prisão, foi identificado em seu desfavor mandado de prisão expedido pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Cubatão.
Conforme apurado, a foragida fazia parte de uma quadrilha, presa em 2014, que era formada por 11 pessoas, entre elas quatro mulheres. A maioria das vítimas era composta por idosas que seguiam pelo Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) em direção às praias, principalmente no trecho de Cubatão.
Os criminosos usavam fardas oficiais da Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo. Nas rodovias, simulavam blitze e paravam carros de luxo. Depois, pediam carona. Sem suspeitar de nada, o motorista concordava e, no caminho, o sequestro era anunciado. Outro carro da quadrilha seguia para dar retaguarda. Na sequência, a vítima era levada a um cativeiro, enquanto parte dos criminosos usava seus cartões de crédito para fazer compras em lojas.
Em 2017, os criminosos foram condenados pela Justiça. As condenações, juntas, somam mais de 500 anos. Conforme divulgado pelo Ministério Público de São Paulo à época, quatro homens e uma mulher foram condenados, cada um, a 78 anos de reclusão por organização criminosa, roubo qualificado e extorsão. Outras duas mulheres, que também participavam dos crimes, foram condenadas, cada uma, a 37 anos de reclusão. A capturada em São Vicente nesta terça, que não participou de todos os delitos cometidos pela organização criminosa, foi condenada a 21 anos de reclusão.










