Mulheres relatam assédio de homem após proposta de emprego na web

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Vítimas relatam que homem inicialmente oferece trabalho, e depois faz pedidos de cunho sexual para garantir a vaga. Maioria das vítimas é de Guarujá, no litoral paulista.

Jovens mulheres relatam terem sido assediadas por um homem que utilizou as redes sociais para fazer propostas de emprego. A maioria das vítimas é de Guarujá, no litoral de São Paulo. Elas afirmam que ele, inicialmente, oferecia trabalho, e depois fazia pedidos de cunho sexual para garantir a vaga.

A autônoma Giovana da Cruz Silva, de 19 anos, contou nesta quinta-feira (21) que foi uma dessas vítimas. De acordo com a jovem, ela foi demitida recentemente e divulgou nas redes sociais uma bolsa térmica que estava vendendo porque precisava de dinheiro. Ela conta que o homem viu a postagem e a chamou via WhatsApp. Após dar as informações sobre o produto, ele perguntou se ela não estava interessada em arrumar um trabalho na pizzaria ou adega dele.

Giovana diz que ficou interessada e perguntou como seria o serviço. “Ele me disse que eu seria balconista, ganharia R$ 50 por dia, e trabalharia das 17h até por volta da meia-noite. Até aí, tudo bem. Mas, quando perguntei o local, para falar com o meu marido, vi que ele [suspeito] estava muito agoniado, porque eu não respondia rápido, dizendo que, por isso, eu não queria o serviço”, diz.

A autônoma afirma que estranhou a situação, e chamou o marido para ler a conversa. Nesse momento, o homem mandou uma nova mensagem. “Ele disse ‘olha, tem um jeito mais fácil de você conseguir, faz uma videochamada comigo e fica vendo eu ejacular’. 

Ela conta que, nesse momento, o marido dela bloqueou o homem e apagou as mensagens. “Mas, fui no perfil dele [suspeito], tirei print, tirei foto, também, do número dele, e publiquei um alerta nas redes sociais. Só que, no momento que publiquei, apareceram muitas meninas relatando que passaram pelo mesmo. Que sempre ele oferecia trabalho de babá, na pizzaria ou na adega”, afirma.

Outras vítimas

A segunda jovem que afirmou ter passado por situação semelhante é a autônoma Nicole Oliveira Sobral, de 20 anos. Ela publicou nas redes sociais que prestava serviço de babá e foi contatada pelo mesmo homem. Após iniciarem a conversa, ela estranhou algumas perguntas que ele fez.

“Ele perguntou se eu namorava, há quanto tempo namorava, se eu podia trabalhar de madrugada. Ele disse que, na casa dele, só ficava ele e a filha, e que eu teria que ir durante esse período. Achei muito estranho. Me senti muito desconfortável com aquilo”, diz.

Outra jovem, de 20 anos, que prefere não ser identificada, relata que o homem também a chamou com uma proposta de emprego para trabalhar como atendente de uma adega. Após explicar sobre o emprego, ele fez uma chamada de vídeo.

“Ele me perguntou se eu confiava nele, e eu disse que não tinha como saber ainda se ele era de confiança. Aí, ele perguntou se eu faria uma coisa que ele pedisse. Quando perguntei o quê, ele mandou eu atender a chamada de vídeo. Quando abri, ele estava totalmente nu. Me senti muito constrangida e chateada com essa situação. Ele se aproveita da necessidade de emprego das mulheres porque as coisas estão difíceis e faz isso”, afirma.

Além das vítimas ouvidas pela nossa reportagem, outras meninas comentaram nas redes sociais que também passaram pela mesma situação, incluindo menores de idade. As jovens criaram uma rede de apoio via WhatsApp, para se juntarem e denunciarem o ocorrido. Duas delas já conseguiram registrar boletim de ocorrência via Delegacia Eletrônica. (Com informações do G1 Santo)

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