Policial namorava mãe e passou a se relacionar com a filha mais nova em Araraquara (SP). Corpo do cabo de 49 anos foi encontrado carbonizado dentro de carro na madrugada de terça-feira (4).
O pedreiro Genivaldo Silva, de 54 anos, confessou que matou o cabo da Polícia Militar Elias Matias Ribeiro, de 49 anos, com cinco marretadas após família saber de vídeo íntimo dele com a filha de sua sobrinha, afirmou o delegado da Delegacia de Investigações Gerais da Araraquara (SP), Fernando Bravo, em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.
De acordo com o delegado, o pedreiro foi preso na manhã desta quarta-feira (5), na casa de uma tia, no bairro Cruzeiro, em Araraquara. A sobrinha dele, Jaciane Maria, de 40 anos, que era namorada do PM e a filha mais velha dela, Larissa Marques, de 22, também estão presas pelo crime.

“De pronto ele confessou o crime e falou que toda trama foi planejada na sexta-feira quando eles ficaram sabendo da suposta imagem filmada pela vítima junto com a filha mais nova da acusada”, contou o delegado.
Na terça-feira (4), policiais já haviam encontrado a marreta usada no crime, na casa de Silva.

Assassinato a pedido da sobrinha
Ao ser questionado por jornalistas que esperavam em frente à DIG, o suspeito assumiu que não conhecia o PM e que o matou a pedido da sobrinha. Ele afirmou estar arrependido. De acordo com a polícia ele não apresentou advogado.
Segundo o depoimento do pedreiro, na segunda-feira (3), Jaciane colocou uma droga na bebida de Ribeiro para ele entrasse em sono profundo. Após o PM ter dormido, ela e a filha foram até a casa do pedreiro para buscá-lo.
Ele teria entrado no quarto com luvas para não deixar impressões digitais e deu cinco marretadas no PM.
O corpo de Ribeiro foi colocado no carro dele e Jaciane teria o dirigido até o canavial entre Araraquara e Américo Brasiliense e colocado fogo.

Filha mais nova presta depoimento
A filha mais nova de Jaciane, que tem 20 anos e foi a pivô do crime, prestou depoimento na delegacia na manhã desta quarta-feira.
Segundo o delegado Bravo, ela disse confirmou que teve um relacionamento com o PM sem conhecimento da mãe.
“Não ficou comprovada a participação dela, então ela foi ouvida e liberada”, disse o delegado.
As duas mulheres estão na cadeia de Santa Ernestina e o pedreiro será levado para a cadeia de São Carlos. Eles irão responder por homicídio e omissão de cadáver.

Relação com mãe e filha
Em seu depoimento, Jaciane disse ao delegado que teve a ajuda do tio para matar o cabo, com quem se relacionava havia cerca de cinco meses.
Na noite de segunda-feira (3), ela convidou o namorado para dormir na casa dela. Quando a vítima estava dormindo, o tio da mulher entrou na casa e deu as marretadas que matou o PM.
Com a ajuda a filha mais velha, eles colocaram o corpo no carro do próprio policial, junto com o colchão ensanguentado e levaram até um canavial entre Araraquara e Américo Brasiliense, onde colocaram fogo no veículo.

Corpo carbonizado
O carro do policial, um SUV Tucson, foi encontrado em chamas por volta das 3h desta terça em um canavial próximo à vicinal de acesso à Rodovia Antônio Machado Santana (SP-255), entre Américo Brasiliense e Araraquara.
O corpo carbonizado foi encontrado dentro do carro incendiado e, por conta do estado, a polícia pediu exame da arcada dentária.
Segundo o comandante da PM de Araraquara, tenente-coronel Adalberto José Ferreira, o corpo estava no banco de trás do veículo, junto com um colchão e o colete à prova de balas. No banco da frente, foram encontrados a arma, algemas, e carregadores.
O cabo trabalhava no 13º batalhão em Araraquara. Ele era motorista do comandante e faltava um mês para que fosse para a reserva. Ainda não há previsão para velório e enterro.
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