PM detém suspeito de incendiar ônibus em Campinas, SP

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Crime ocorreu na noite de segunda-feira (28) e caso será investigado pela Polícia Civil.

A Polícia Militar deteve na tarde desta quarta-feira (30), em Campinas (SP), um suspeito de ter ateado fogo em um ônibus no Parque Cidade, na segunda-feira. Ele foi localizado no bairro e um inquérito sobre o caso foi aberto pela Polícia Civil no 7º Distrito Policial, na Cidade Universitária.

De acordo com a PM, a identificação do rapaz de 25 anos ocorreu após ele ser supostamente reconhecido pelo motorista do coletivo. Além disso, a corporação também recebeu informações da comunidade na região e o suspeito teria publicado vídeos em uma rede social sobre o crime.

O suspeito foi localizado na região do Matão, em Sumaré (SP). “Ele acabou confessando que a função dele na tomada de fogo e ateamento era manter a disciplina das ações, de modo que os ocupantes do ônibus não fossem roubados”, falou o policial militar Ricardo Aparecido Magalhães.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito negou participação no crime e foi liberado após registro de um boletim de ocorrência sobre dano e incêndio.

Série de ataques

O ônibus da linha 316 incendiado na Avenida Armando D’Otaviano, Parque Cidade, foi o primeiro alvo de ataques. De acordo com o sindicato que representa as empresas de transporte de passageiros da Região Metropolitana (SetCamp), passageiros foram obrigados a descer por um grupo de adolescentes, antes do veículo ser queimado. Não houve feridos.

Em seguida, um ônibus da linha 187 foi incendiado na Rodovia Santos Dumont (SP-075), perto do Campo Belo, em Campinas. Não há informações de que os atos tenham ligação com a greve dos caminhoneiros, que chegou ao fim nesta quarta-feira (30) após dez dias de mobilização.

Um terceiro coletivo foi alvo de vândalos na cidade. O veículo da linha 422 foi incendiado na região do São José e o procedimento usado pelo grupo foi o mesmo registrado nos outros casos.

Atos de terrorismo

Após os ataques, o SetCamp classificou os incêndios e a tentativa de queimar um quarto, da linha 4.14-1 Gleba B/Central, como “atos de terrorismo”.

“As autoridades competentes precisam tomar atitudes enérgicas, investigar os crimes e punir os culpados, com base na Lei Antiterrorismo”, diz nota. Naquele dia, segundo a entidade, coletivos tiveram que deixar o Terminal Central escoltados pela Guarda de Campinas e foram tirados de circulação veículos de seis linhas que atendem às regiões do Campo Belo e do San Martin.


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