PM prende pai, filho e nora suspeitos de aplicar golpes com máquinas de cartões

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PM disse que o golpe era bem planejado porque o trio usava crachá, uniforme, tinha notas ficais e prometia economia para as vítimas.

A Polícia Militar (PM) prendeu três pessoas da mesma família suspeitas de estelionato em Belo Horizonte e em Contagem (MG) Pai, filho e nora foram presos, nesta quinta-feira (3), no momento em que tentavam aplicar golpe, em uma dona de um restaurante.

Segundo a PM, eles se passavam por representantes de uma marca de máquina de cartões de débito e crédito. “Vendem máquinas de cartão de crédito, de débito, cobrando por isso. Às vezes, as máquinas não chegam nos compradores. Outras vezes, chegam, mas aí eles não conseguem ter o retorno do dinheiro debitado e creditado nas referidas máquinas”, explicou o tenente da PM Luciano Fernandes.

A polícia disse que o golpe era bem planejado porque o trio usava crachá, uniforme, tinha notas ficais e prometia economia para as vítimas. “Eles ainda prometiam taxas de administração bem abaixo daquelas praticadas pelo mercado. Para qualquer leigo era fácil de ser enganado”, completou o policial.

Uma mulher, que não quis ser identificada, contou que foi abordada em seu restaurante.“Perguntou das máquinas que eu tinha e falei. aí ele falou: ‘A Cielo está com essa máquina, né? E tão oferecendo. Não tem mensalidade, não paga taxa de aluguel e as taxas são bem mais em conta’”.

Segundo ela, a máquina chegou na data combinada, mas não era bem aquilo que ele prometeu. “Não era nada do que ele falou. As taxas eram totalmente diferentes. Tinha sim o valor do aluguel. Então eu nem usei a máquina. Dei o nome dele porque eu desconfiada ele tinha me passado o crachá, deixou eu tirar uma foto do crachá dele. Aí eu dei o nome dele, mas não constava nenhuma pessoa com o nome dele na rede da Cielo”.

De acordo com a polícia, Mark Antônio Silva, Mark Antônio Silva Júnior e Karolyne Borba dos Santos vão responder por estelionato e falsidade ideológica. A Polícia Civil vai investigar se o grupo aplicou golpes em outros locais.

A Cielo informou que “nenhum dos três é representante de vendas da companhia, que tomará as medidas judiciais cabíveis contra eles. Além disso, a Cielo prestará toda a assistência necessária à vítima do golpe”.

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