Inquérito foi aberto nesta terça-feira (29) para apurar crime que aconteceu em junho do ano passado na Rua 30 de Julho.
A Polícia Civil de Americana instaurou inquérito policial nesta terça-feira para
investigar um roubo de R$ 109 mil da Basílica Santuário Santo Antônio de
Pádua, em Americana. O crime ocorreu no dia 18 de junho do ano passado, no momento em que um funcionário do templo se dirigia até uma agência bancária para depositar o dinheiro e foi abordado por um homem armado. O dinheiro era proveniente da Festa de Santo Antônio. A informação foi divulgada pelo Jornal O Liberal.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Antonio Donizete Braga, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), foram realizadas diligências após o registro do boletim de ocorrência, que ocorreu na Delegacia Seccional. Testemunhas foram ouvidas e câmeras de monitoramento
acessadas.
Recentemente, o delegado encontrou uma suspeita sobre o crime e a linha de investigação. Ele explicou que para aprofundar as investigações e ter acesso a alguns instrumentos investigativos, foi necessária a abertura do inquérito – mas ele preferiu não dar mais detalhes para não atrapalhar as investigações.
Até o momento, segundo Braga, não há nenhuma ligação entre esse crime e as suspeitas levantadas por meio de um dossiê anônimo que motivou investigações de supostos crimes que teriam sido cometidos pelo padre Leandro Ricardo, reitor afastado da Basílica, e o bispo Dom Vilson. Ministério Público e Polícia Civil apuram acusações de abuso sexual de menores e apropriação indébita.
De acordo com o boletim de ocorrência, o roubo foi cometido às 10h15 na Rua 30 de Junho, no Centro. Funcionário da Basílica, Flavio Aurélio da Costa Dias, de 58 anos, foi abordado por um homem armado que perguntou onde era o banheiro.
Na sequência, o homem anunciou o assalto e sacou uma arma, batendo no peito da vítima com o cano. O assaltante disse que atiraria e exigiu o malote com o dinheiro. Ele então fugiu em uma moto Honda conduzida por um comparsa e não foi localizado. No malote levado havia R$ 105.175,75 em espécie e R$ 4.464,65 em boletos bancários.
Procurado nesta quarta-feira (29) na Basílica, Flavio disse que não tinha interesse em comentar o caso e que já prestou todas as informações à polícia. A assessoria de imprensa da Basílica informou que tomou
as medidas cabíveis, “inclusive com a entrega de imagens do circuito interno da igreja para auxiliar nas investigações”.
Questionada sobre a demora de sete meses entre o crime e a abertura de inquérito, a delegada seccional Martha Rocha explicou que isso pode ocorrer em casos em que a autoria do crime é desconhecida. Tanto ela quanto o delegado Braga destacaram que não há um prazo mínimo para a abertura
do procedimento e que a falta dele não prejudica a realização das investigações.










