Polícia Civil e Ministério Público identificam colombianos de furto milionário em Limeira, SP

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Diversos equipamentos usados para exames de endoscopia foram subtraídos.

O furto de uma clínica limeirense, e que rendeu prejuízo milionário, foi esclarecido a partir de uma ação de Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Prevenção ao Crime Organizado (GAECO), núcleo de Piracicaba (SP), policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), comandados pelo delegado Willian Marchi, e o promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua, descobriram que o crime foi praticado por uma organização criminosa composta por colombianos e um dos acusados de agir em Limeira (SP), está preso   preventivamente.

A invasão à clínica médica foi descoberta na manhã do dia 20 de outubro, um domingo. Diversos equipamentos usados para exames de endoscopia foram subtraídos e, para a ação criminosa os ladrões desligaram o sistema de alarme e monitoramento do imóvel e conseguiram acesso ao interior sem arrombamento da porta.

Assim que o caso foi comunicado à Polícia Civil, passou a ser investigado pela DIG e também pelo GAECO, pois conforme o promotor, as características do crime já apontavam para ação de uma organização criminosa. Na denúncia ofertada à Justiça, o Ministério Público (MP) elencou outros casos semelhantes que ocorreram por diversas cidades do país e todos tiveram as mesmas características, ou seja, foram praticados por colombianos e os alvos foram clínicas, hospitais e outros estabelecimentos médicos.

Apesar do caso ter sido esclarecido rapidamente – praticamente uma semana após o crime -, os envolvidos com a organização criminosa fizeram de tudo para dificultar a identificação dos integrantes. Para chegar aos autores do crime, a investigação contou com imagens de sistema de monitoramento, com recursos da Muralha Digital que registra a entrada e saída de veículos da cidade, que identificou um carro suspeito ocupado por um casal.

Mandados de busca e também de prisões foram solicitados pelo promotor e determinados pela Justiça. Várias incursões na favela da Brasilândia, onde há cerca de 500 mil habitantes, foram realizadas com auxilio de policiais do 45º Distrito Policial de São Paulo (SP).

Durante a investigação, foi descoberto que a maior parte do material estava numa empresa especializada em transportes internacionais e que, por conta de uma conferência de material, os responsáveis deveriam comparecer no local para regularizá-la e, somente após essa ação, os objetos furtados em Limeira seriam despachados para a Colômbia, mais precisamente para o município de Bogotá.

Como os acusados deveriam ir à empresa para a regularização da situação, investigadores fizeram uma campana por mais de um dia no local, até que conseguiram capturar no dia 28, dia de feriado para servidores públicos, um colombiano de 36 anos, morador do Jaraguá, em São Paulo.

Ele chegou a fornecer informações falsas para os policiais, e depois de ser levado para Limeira e sua prisão foi formalizada no plantão policial, ele acabou confessando que esteve na cidade com sua namorada (ainda não encontrada), para furtar o estabelecimento.

Na denúncia à Justiça, o MP reuniu outras provas que relacionam ele ao crime, como, por exemplo, a localização do celular dele (obtida com quebra de sigilo autorizado pela Justiça) próximo da clínica furtada. 

O trabalho dos policiais com o GAECO resultou na recuperação de 70% do material furtado, que foi devolvido ao médico proprietário da clínica, que, além do prejuízo por conta do furto, precisou desmarcar várias consultas e exames por conta do crime. 

O MP denunciou o bandido por organização criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro. Ao término do processo, a Polícia federal será comunicada para analisar a possibilidade de expulsar do país os colombianos envolvidos na ação criminosa, esclarecido pela Polícia Civil e Ministério Público.

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