Corporação ainda não sabe se as pessoas são seguranças ou clientes da casa. Primeiras pessoas a serem ouvidas em inquérito serão amigas da vítima que testemunharam as agressões.
A Polícia Civil informou que identificou três dos quatro homens que espancaram um empresário de 39 anos até a morte, em Limeira (SP). As agressões ocorreram na Rua 13 de Maio, após uma confusão em uma casa noturna, segundo a polícia.
As primeiras pessoas que devem ser ouvidas são as testemunhas, que estavam no momento da confusão, principalmente as amigas da vítima, Wagner Rogério da Silva, conhecido como Guigo.
A polícia busca encontrar essas pessoas para ouvi-las. Após isso, então, os suspeitos pelo crime serão ouvidos. Os investigadores ainda não identificaram o motivo da briga. “De quatro agressores que a gente conseguiu visualizar, três estão identificados, mas é fundamental nesse momento a oitiva das testemunhas oculares para saber o motivo que aconteceu essa briga”, explica o delegado Francisco Paulo Oliveira Lima.
A corporação ainda não sabe se os agressores são seguranças ou clientes da casa noturna. “Um segurança a casa tinha. Agora, preciso ver qual é a participação efetiva desse segurança. Os outros, não eram seguranças ou não estavam lá na condição de seguranças naquele momento. Segundo consta, eles estariam em uma confraternização também, que estava ocorrendo lá”, acrescenta o chefe de polícia.
Imagens de câmeras de segurança flagraram o espancamento. Durante alguns momentos, é possível que uma das pessoas que está no local segura um objeto semelhante a uma arma. “Pelas imagens, aparece sim alguma coisa de que estaria armado”, diz o delegado.
A casa noturna Hard Garden emitiu uma nota na qual lamenta os fatos e ressalta que eles aconteceram nas imediações externas do estabelecimento. “Oportunamente, cumpre ressaltar que o estabelecimento permanece à disposição das autoridades para eventuais esclarecimentos”, acrescentou.

Amigas descrevem agressões
Amigas do empresário de 39 anos relataram que ele foi agredido por várias pessoas. Guigo foi resgatado pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) na esquina da Rua Duque de Caxias com a Avenida Piracicaba, próximo a um posto de combustíveis, foi levado à Santa Casa de Limeira, mas não resistiu.
De acordo com uma amiga, juntou os seguranças em cima dele. “Tinha um muito grande, bem grande mesmo. Acho que tinha uns quatro seguranças. Eu não sei o que ele falou a hora que começou a briga. Eu falei: ‘Guigo, vamo embora, deixa isso daí’. Aí, o cara bateu muito nele. O segurança, dizendo que era polícia, chutou muito a cabeça dele”, relatou.
“A hora que ele me tirou com a mão foi que o policial deu o primeiro. O Guigo voou longe. Foram quatro rinocerontes em cima dele, não tinha mais o que eu fazer. Tanto que a hora que colocaram ele pra fora, eles fecharam a porta, não deixaram a gente sair. Foi a hora que a gente começou a gritar e a gente conseguiu sair lá fora. Nisso, o Guigo já tinha apanhado mais, dava para torcer a camiseta dele de sangue”, contou outra amiga.
Segundo ela, ele voltou ao local após parte das agressões sofridas. “Ele voltou mais duas vezes e foi a hora que já não tinha mais ninguém na rua, já era madrugada, estava todo mundo indo embora. Foi a hora que eles executaram o Guigo”.
O delegado responsável pelo caso confirmou que, depois de ser expulso da balada, o empresário voltou para continuar a briga e foi agredido por dois homens ainda não identificados. “A gente trabalha na possibilidade de [que os agressores sejam] ‘pseudosseguranças’ ou clientes que estavam na casa noturna e, por motivos dessa discussão, tenham saído para brigarem. Eu não acredito que ninguém tinha a intenção, no primeiro momento, de matá-lo”, aponta o chefe de polícia.
Segundo ele, a vítima teve um traumatismo crânio encefálico e ferimentos graves na região nasal e maxilar. Guigo foi enterrado no final da tarde desta quinta, no Cemitério Parque, em Limeira.










