Na ocasião foram apreendidos documentos referentes ao Processo de Licitação.
Agentes da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União) estiveram na Prefeitura Municipal de Araras (SP) na manhã desta quarta-feira (9) cumprindo mandado de busca e apreensão nas Secretarias Municipais de Fazenda e Administração, referente a Operação Prato Feito.
A ação teve a participação direta de policiais federais da cidade de Divinópolis/MG e contou com a participação de apenas três agentes da Polícia Federal, do delegado Benício Cabral, da Polícia Federal de Divinópolis/MG e de um auditor da CGU (Controladoria Geral da União).
Na ocasião foram apreendidos documentos referentes ao Processo de Licitação – Pregão Presencial nº 025/2015, realizado em junho de 2015 e vencido em dois lotes pelas empresas Reverson Ferraz da Silva ME e a Unimesc Indústria e Comércio Ltda., ambas investigadas na operação.

Os agentes federais conversaram com o prefeito, secretários municipais e até servidores questionando sobre suspeitos de integrarem uma quadrilha que teria firmado contratos com algumas prefeituras pelo Estado.
Os policiais chegaram até mesmo a apresentar fotos dos suspeitos para saber se alguém de dentro do Paço Municipal já teria os visto. Os suspeitos seriam lobistas que tentam seduzir agentes públicos com propostas indecorosas para fraudar licitação.
A Polícia Federal estaria investigando em Araras se esses mesmos suspeitos já estiveram na Prefeitura local e se tiveram sucesso em conquistar licitação em Araras de forma fraudulenta.
Os contratos foram assinados em julho de 2015 e as empresas forneceram uniformes escolares para os alunos dos ensinos infantil e fundamental, da Secretaria Municipal de Educação de Araras.
A operação da Polícia Federal se refere ao inquérito policial que tramita desde o ano de 2015, sob o número 0159/2015 Delecor/SR/PF/SP.
Investigação
A investigação começou após o Tribunal de Contas da União identificar desvios em licitações relacionadas à merenda. Diversas empresas que já foram investigadas pelo Ministério Público no âmbito da chamada “Máfia da Merenda” são citadas na operação desta quarta.
Segundo a PF, os grupos criminosos agiriam contatando prefeituras por meio de lobistas, para direcionar licitações que usavam recursos federais. Esses contratos eram feitos para fornecer merenda escolar, uniformes, material didático e outros serviços a escolas municipais.

No total, há indícios do envolvimento de 85 pessoas: além dos prefeitos e ex-prefeitos, 1 vereador, 27 agentes públicos não eleitos e outras 40 pessoas da iniciativa privada.
Os investigados devem responder pelos crimes de fraude a licitações, associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, com penas que variam de 1 a 12 anos de prisão.
Nota do Ex-Prefeito Brambilla
É com profunda indignação que recebi a notícia sobre a investigação efetuada em Araras no âmbito da licitação realizada em 2015 para compra de uniforme escolares.
Sobre o assunto, friso que o processo licitatório ocorreu dentro das normas legais e dos princípios da ampla concorrência. Foram várias empresas participantes e logrou-se vencedora a que cumpriu com todos os requisitos legais e ofertou o menor preço.
Tenho plena tranquilidade com relação a minha conduta como gestor público municipal, ressalto que nunca autorizei, ou solicitei e muitos menos permiti que qualquer pessoa falasse em meu nome, tampouco agisse contra os princípio morais e éticos.
A licitação ocorreu cumprindo todos os requisitos legais, passando por vários departamentos e órgãos técnicos e de controle compostos por servidores de carreira da administração pública. Os uniformes foram entregues conforme o edital e em conformidade com as especificações técnicas necessárias constantes no certame licitatório.
Sempre pautamos o nosso trabalho à frente da Prefeitura pela transparência e legalidade, durante o nosso governo Araras ocupou a 8ª posição em transparência e governança pública no Estado de São Paulo e ficou entre as 50ª melhores cidades do Brasil em gestão pública.
Peço a todos nesse momento cautela para que não ocorram injustiças e pré-julgamentos em meio a tantos boatos ou interpretações equivocadas, cujo único objetivo é o de tentar macular a nossa imagem como gestor público. Quem me conhece sabe da minha lisura, do rigor e seriedade com que governei a nossa cidade e de toda a minha trajetória como médico e cirurgião. São anos de trabalho e dedicação, sempre pautados pela ética e honestidade. Tenho tranquilidade em meus atos e sei do trabalho e respeito com que administrei a nossa cidade.
Tenho fé e certeza que tudo será esclarecido e que se comprovará que não tenho envolvimento algum com aquilo que está sendo investigado. Acredito na justiça e espero que as investigações ocorram dentro dos preceitos legais e constitucionais, de forma imparcial e isenta, e que se puna aqueles que tiverem que serem punidos e que se faça justiça com os não envolvidos.

Ventilou-se na mesma data boatos de que a Polícia Federal teria realizado buscas dentro da casa do ex-prefeito e de outros agentes políticos em Araras ligados à antiga administração – o que foi
prontamente negado pelo ex-prefeito
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