De acordo com a polícia, os dois homens fazem parte de grupo que controla 40% dos envios globais de cocaína.
Dois homens suspeitos de integrar a máfia italiana foram presos pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (8), em Praia Grande, no litoral paulista.
De acordo com a Polícia Federal, os presos são dois cidadãos italianos que integram um braço na América do Sul do grupo conhecido como Ndrangheta. A operação, comandada pela PF do Paraná, foi batizada de Barão Invisível.
Segundo a polícia, o grupo mafioso é da região da Calábria, no sul da Itália, e controla cerca de 40% dos envios globais de cocaína.
“A principal função desses presos de hoje era justamente fazer o elo da produção da cocaína em países como o Peru e a passagem pelo Brasil, inclusive por portos”, afirmou o superintendente da Polícia Federal no Paraná, Luciano Flores.
Segundo Flores, a polícia vai investigar se há alguma ligação entre o aumento das apreensões de drogas nos portos brasileiros e a atuação dos dois suspeitos presos.
De acordo com a PF, os dois foram presos na cobertura do prédio onde moram. Um dos presos é Nicola Assisi.
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Representação da Polícia Federal junto à Interpol, em cooperação com a Polícia Italiana.
Presos
De acordo com a Polícia Federal, Assisi é condenado por tráfico e associação para tráfico de drogas na Itália. O outro preso é filho de Nicola, segundo a PF, e ocupava três apartamentos na cobertura de um prédio de alto padrão no litoral paulista.
No apartamento, foram encontrados três armas e dinheiro em espécie. A polícia encontrou também veículos em posse dos presos. Os dois estavam foragidos desde de 2014. Segundo a polícia, eles passaram por Portugal e Argentina usando nomes falsos.
Por motivos de segurança, a Polícia Federal não passou informações sobre a ação que prendeu os dois e nem onde eles ficarão presos até que o processo de extradição seja concluído.
Esquema de segurança
O apartamento onde os dois foram presos tinha um esquema de segurança sofisticado, com câmeras na área externa que eram usadas para identificar todas as pessoas que entravam no prédio.
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