Izael Soares Barbosa, de 57 anos, foi preso na quarta (19) por crime ocorrido em 8 de outubro. De acordo com a Polícia Civil, médico tentou armar a cena como suicídio, mas histórico de relacionamento do casal levantou suspeita.
A Polícia Civil de Campinas (SP) investiga a participação do médico Izael Soares Barbosa, de 57 anos, na morte da mulher, no dia 8 de outubro deste ano. Lucimar Brasilisa Soares da Silva Barbosa, 37 anos, foi encontrada em casa com um cabo de energia enrolado no pescoço em uma cena que remetia a suicídio, mas informações do histórico de relacionamento do casal, com registros de agressões e pedido de medida protetiva, culminaram com a prisão do suspeito.
Médico credenciado a prestar serviços para o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) , Barbosa foi preso na noite da última quarta-feira (19). Nesta sexta (21), foi levado até o imóvel em que ele, a mulher e os três filhos moravam. O objetivo é reunir mais provas que ajudem a determinar o que teria ocorrido na noite do crime.
“O marido cortou o fio. Ele é médico, sabia que não poderia mexer no local de crime. Com essa circunstância e outras que apuramos, levantamos a suspeita que poderia ser um suicídio simulado”, explicou o delegado José Roberto Rocha Soares, do 13º DP.

Medida protetiva
Segundo a Polícia Civil, o casal estava junto há 16 anos e Izael assumiu os três filhos de Lucimar. Depois do crime, eles foram levados pelo Conselho Tutelar a um abrigo.
No mandado de medida protetiva expedido pela Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campinas, Lucimar relata que o marido usava remédios tarja preta, inclusive injetáveis, e descreve diversas agressões sofridas.

Em uma delas, a mulher relata que teve a boca colada. Ele ainda a registrar em fotos diversas partes do corpo com hematomas e cortes. Em uma delas, o pescoço de Lucimar ficou todo marcado após ter sido esganada com as mãos pelo marido.
Em outra imagem, a mulher registrou o médico usando fralda, cercado por caixas de remédios, alguns deles controlados.
Apesar de passados 75 dias do crime, o corpo de Lucimar segue no Instituto Médico Legal (IML) de Campinas, caso a Polícia Civil precise solicitar novos exames.

Suspenso pelo Detran
Em nota, o Detran.SP informa que suspendeu Izael das atividades para o qual era credenciado por 90 dias. “Os candidatos e condutores que estavam com exames agendados foram redirecionados para outros peritos credenciados.”
Segundo o orgão, “permanecendo impedido de exercer suas atividades por mais de 90 dias, o profissional será descredenciado por renúncia tácita. Caso contrário, será instaurado processo administrativo que poderá resultar no seu descredenciamento com a condenação criminal transitada em julgado.”

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