Por que a ansiedade é a inimiga n° 1 dos investimentos?

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Quando falamos sobre investir, muitas vezes o tempo é nosso grande aliado.

A Reforma da Previdência, assim como a pandemia do novo coronavírus – que infelizmente aumentou o número de desempregados e colaborou também para o aumento da inflação -, têm nos mostrado a importância do planejamento e de ter sempre uma reserva de emergência.

Com as instabilidades do mercado, a busca por estabilidade financeira se tornou constante. Inclusive nos planos futuros: a previdência privada, nesse ínterim, surge como uma oportunidade para uma aposentadoria mais tranquila ou para a realização de sonhos de longo prazo.

As empresas, aliás, perceberam essa modificação no comportamento dos brasileiros e têm oferecido com um dos benefícios-chefe a chamada previdência empresarial. Como se pode ver, trata-se de uma tendência que veio para ficar – felizmente, visto que a maior parte de nós não foi ensinado a ter reservas, a guardar dinheiro, a “fazer render”.

Se você embarcou recentemente no mundo dos investimentos ou está se sentindo um pouco incomodado com as oscilações do mercado, este artigo é para você. Você sabia que a ansiedade é um dos maiores problemas de quem deseja investir e colher frutos? Vamos falar mais sobre o assunto a seguir.

Renda variável versus renda fixa

É natural que, quando começamos a investir, desejemos ver o resultado dessa empreitada. Nem sempre, no entanto, é possível usufruir de grandes rendimentos de uma hora para a outra.

Isso, na verdade, é o que geralmente acontece. No caso da renda fixa, por exemplo, a relação do tempo com o investimento é a responsável pelos rendimentos futuros. Ou seja: quanto maior for o tempo que o dinheiro permanecer investido, maior será o rendimento.

No caso da renda variável, os retornos sobre investimentos são, obviamente, variáveis. Em geral, as aplicações que estão nessa categoria têm risco mais elevado e, também por isso, podem oferecer retorno financeiro mais significativo.

É possível, nesse caso, ter acesso a ganhos financeiros a curto prazo. Isso não significa, no entanto, que a) isso irá acontecer e b) que não haverá nenhuma perda pelo caminho. Na prática, como há risco de mercado envolvido, os ganhos sempre devem ser considerados.

Os investimentos em renda variável são, por conta dessa característica, os preferidos dos investidores com tendência mais arrojada (ou ousada).

Os investidores de perfil conservador, visto que têm baixa tolerância a perdas, podem preferir manter apenas um ou dois investimentos do gênero na carteira, ou escolher opções mais seguras dentro dos ativos de renda variável.

Para evitar que as perdas sejam muito grandes e para permitir que o investidor possa fazer boas escolhas com o próprio dinheiro, o indicado é recorrer à análise técnica. Desta forma, é possível entender a tendência do mercado e verificar quais são as possibilidades de compra e venda mais interessantes.

Onde a ansiedade entra nisso?

No caso dos investimentos de renda fixa, principalmente, a ansiedade está ligada à dificuldade de entender a necessidade de deixar o dinheiro aplicado. Como já comentamos, nesse tipo de circunstância é o tempo que define os rendimentos que serão colhidos pelo investidor.

Uma coisa sobre a qual você não pode esquecer são os juros compostos, os famosos “juros sobre juros”. Eles incidem sobre o capital inicial e sobre os juros que estão acumulados, fazendo com que os valores se tornem cada vez mais altos.

O negócio é tão efetivo que é utilizado pelo sistema financeiro para financiamento, multas e empréstimos. Ou seja: se você tiver que pagar uma dívida com juros compostos, vai ser muito ruim. Se tiver que ganhar juros compostos por meio de ativos, no entanto…

Vamos entender melhor. A multiplicação de rendimentos dos juros compostos baseia-se, como já comentamos, no capital inicial, aliado à rentabilidade e, claro, ao tempo. Colocando em equação, temos M = C (1+i)t. M é montante final, C é capital inicial, i é a taxa fixa e t, o tempo.

O rendimento é, de fato, exponencial. Assim, a cada mês em que o seu dinheiro permanece aplicado, maiores são as suas vantagens.

Os ansiosos, nesse caso, perdem a possibilidade de fazer investimentos que dêem retornos realmente significativos. E isso não é tudo: a depender da aplicação, a retirada precoce dos investimentos pode gerar inclusive perdas financeiras – as quais, não precisamos nem dizer, são bastante contraproducentes.

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