Previna a disbiose e saiba como manter a flora intestinal saudável

PUBLICIDADE

Manter uma dieta balanceada e diversificada é a principal recomendação.

Nosso intestino é habitado por 100 trilhões desses micro-organismos, que contribuem para o máximo da eficiência energética na absorção de nutrientes, mas, quando há um desequilíbrio nessa população de bactérias podemos sofrer com sintomas bem desagradáveis e ficarmos vulneráveis a graves problemas de saúde.

Um bom funcionamento intestinal está associado ao equilíbrio das bactérias que o habitam”, explica a farmacêutica Bruna Possebon.

Então, o que podemos fazer para manter o equilíbrio de um sistema orgânico tão complexo?

Manter uma dieta balanceada e diversificada é a principal recomendação da farmacêutica, que aponta o crescimento de bactérias patogênicas (ruins) como tendência ao surgimento da disbiose, como é chamado o desequilíbrio da flora intestinal que vai provocar excesso de gases, azia, inchaço e dores abdominais e um descontrole intestinal, com situações de prisão de ventre ou de diarreia.

Alimentos do bem

Verduras e frutas – Legumes em geral e vegetais, especialmente os de folhas escuras e frutas como uva e a banana, rica em fibras e em potássio, que ajuda a regularizar o intestino em casos de diarreia.

Cereais integrais – Aveia, chia, linhaça, arroz integral. Prefira esse tipo de alimento aos produtos refinados, mais pobres em fibras. Os integrais costumam conter alguns tipos de carboidratos, que só são absorvidos no intestino grosso, por isso estimulam o crescimento de bactérias boas, que estão mais presentes nessa região do corpo.

Nozes e castanha do Pará – Fontes de fibras e nutrientes como zinco e manganês, ajudam na reparação da mucosa intestinal e reduzem a formação excessiva de gases.

Gengibre – Devido ao seu uso medicinal, é indicado para o tratamento de doenças do sistema digestivo, como gastrite e má digestão, com alivio dos sintomas de flatulência, vômitos e náuseas.

Peixes – Desde que magros, são fontes de proteína de fácil digestão e ricos em ômega 3.

Iogurtes com probióticos – Contém nutrientes que estimulam a multiplicação das bactérias mais eficientes.

O que se deve evitar:

Frituras – Por conta do elevado índice de gordura tornam a digestão dos alimentos mais difícil.

Álcool – O excesso de consumo de bebidas alcoólicas prejudica a ação de enzimas importantes para a digestão e agride o tecido que reveste o aparelho digestivo. Embora o consumo moderado de vinho possa contribuir para o aumento do volume de bactérias benéficas.

Alimentos industrializados – Podem agredir o estômago porque são difíceis de serem ingeridos devido à composição com excesso de gorduras e conservantes.

Pimenta – Pode provocar azia porque contribui para a redução da pressão de músculos da parte inferior do estômago, facilitando o refluxo de ácidos pelo esôfago.

Outras causas de desequilíbrio intestinal

Uma alimentação desbalanceada, rica em gorduras, açúcar e alimentos industrializados não é a única causa da disbiose, lembra a especialista. “Esse desequilíbrio da microbiota também pode acontecer depois do uso de antibióticos, uso prolongado dos prazóis (omeprazol, pantoprazol, esomeprazol e etc) e pelo excesso de estresse. O estresse, tão frequente no nosso dia a dia, aumenta a produção do hormônio cortisol e esse excesso favorece o crescimento das bactérias patogênicas”.

Benefícios das fórmulas individualizadas

Além dos produtos probióticos e prebióticos, muito usados no estímulo ao desenvolvimento de bactérias benéficas ao equilíbrio da flora intestinal, as fórmulas individualizadas, receitadas por médicos e nutricionistas, são alternativas eficientes para prevenir a disbiose.


Tem uma sugestão de reportagem? Nos envie através do WhatsApp (19) 99861-7717.

PUBLICIDADE
PLÍNIO DPVAT