Investigação da Dise encontrou na casa do docente quatro tijolos e cigarros de maconha, além de porções de pino de cocaína, LSD e ecstasy.
O professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) preso por tráfico de drogas em Araraquara (SP) vendia cocaína por R$ 50 a grama. Segundo a Polícia civil, a droga tinha um alto grau de pureza.
A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) divulgou o vídeo da prisão do professor de 62 anos, flagrado na última quinta-feira (9) com uma grande quantidade de entorpecentes em casa.
O professor, cujo nome não foi divulgado, está preso preventivamente no Anexo de Detenção Provisória (ADP) de Araraquara.
A assessoria de imprensa da universidade informou que a assessoria Jurídica da Unesp “vai requisitar junto às autoridades policiais informações sobre o caso, dada a gravidade das acusações”.
Flagrante
O flagrante aconteceu no Jardim Nova América. Policiais da Dise cumpriram mandato de busca e apreensão na casa, onde foram encontrados quatro tijolos e cigarros de maconha pesando 2,8 quilos, 260 gramas de cocaína, além de LSD e ecstasy.
Segundo a Dise, as drogas eram comercializadas para uma casta especial de usuários. No local havia ainda um vasto material de embalo e oito balanças de precisão. Os tijolos de maconha eram envoltos em câmaras de ar para sua conservação e também para que não exalasse o cheiro característico.
A mulher do professor de geografia e política também estava no local, mas foi liberada por não ter participação no esquema.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou em 2017, após a casa ser alvo de várias denúncias sobre tráfico. De acordo com o delegado Gustavo Maio, o professor é suspeito de vender drogas a um grupo restrito de usuários, inclusive alunos da universidade onde leciona.
Processo disciplinar administrativo
A Unesp informou que a relação da universidade com o servidor é regida pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado (Lei 10.261, de 1968), que prevê o afastamento de servidores públicos presos em flagrante por crimes inafiançáveis.
Ainda de acordo com a universidade a abertura de processo disciplinar administrativo também pode ser considerada, a depender das informações obtidas sobre o caso em questão.
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