Relatório do PNE ainda aponta que muitos profissionais não são formados na área que lecionam.
Segundo o relatório do 2º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em média, os professores de escolas públicas com ensino superior completo ganham 74,8% do que ganham outros profissionais assalariados com o mesmo nível de escolaridade, ou seja, 25% a menos.
O relatório ainda aponta que muitos profissionais não são formados na área que lecionam. Em 2016, na educação infantil, 53,4% não tinham formação superior adequada à área em que atuavam. No ensino fundamental, o percentual chegava a 49,1% nos anos finais, do 6º ao 9º ano, e 41% nos anos iniciais, do 1º ao 5º ano. No ensino médio, 39,6% não tinham formação adequada.
Atualmente, o piso salarial nacional de um professor é de R$ 2.298,80. Trata-se do mínimo a ser pago para profissionais em início de carreira, e com carga horária de 40 horas semanais.
Queda no investimento em educação
O investimento público em educação caiu do equivalente a 6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 para 5,5% do PIB em 2015 (últimos dados disponíveis). Considerando apenas os gastos públicos com educação pública, esse investimento foi equivalente a 5% do PIB.
A meta estipulada pelo PNE é o investimento anual equivalente a pelo menos 10% do PIB em educação pública a partir de 2024. O plano estabelece ainda a meta intermediária de investimento de 7% do PIB em 2019. De acordo com o relatório, para a meta de 2019 ser atingida, será necessário o incremento de aproximadamente R$ 120 bilhões nos recursos para educação pública.
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