Escola reconheceu que houve um ‘grave erro’ e pediu desculpas, ‘especialmente à comunidade judaica e a todos os alcançados, direta ou indiretamente, pelo Holocausto’.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) abriu nesta quinta-feira (27) um procedimento para apurar as circunstâncias que levaram um aluno a participar fantasiado de Adolf Hitler em uma festa de Halloween realizada por um colégio particular em Presidente Prudente (SP). A escola reconheceu que houve um “grave erro” e pediu desculpas.
O promotor de Justiça da Infância e da Juventude, Marcos Akira Mizusaki, afirmou que pretende ouvir os pais da criança e os responsáveis pela escola para esclarecer o que de fato ocorreu nesta quarta-feira (26) no evento. Além disso, o promotor de Justiça ressaltou que está preocupado com a exposição da criança envolvida, já que o caso ganhou repercussão nas redes sociais após a própria escola postar uma foto em que o garoto aparece vestido e caracterizado como o ditador nazista, ao lado de outras crianças fantasiadas que também participavam da mesma festa.

“Nós já recebemos a representação, a gente vai instaurar um procedimento. Em princípio, a gente vai ouvir os pais para ver qual é a justificativa, ou responsáveis, e a escola. A gente pede que não cause alarde nisso, a criança já está sendo muito exposta. E, quanto mais a imprensa ficar publicando sobre isso, a sociedade pode acabar tachando a criança e a gente teme muito por isso. Então, a gente pede muita cautela para depois, senão ela pode ser vítima aí de uma execração social. A gente, para tomar qualquer medida de busca de responsabilização, tem que pelo menos colher essas informações mínimas, que eventualmente caracterizem ou não infração criminal ou civil”, disse Mizusaki.
“Com relação a uma eventual responsabilização, a gente vai buscar, já vou instaurar um procedimento, vou ouvir os pais, vou ouvir a escola para verificar. Mas, como eu já disse, quanto mais estardalhaço a gente fizer, mais consequências ruins a gente pode trazer a uma criança que não tem culpa nenhuma”, complementou o promotor da Infância e da Juventude.
Dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Presidente Prudente, reuniram-se com o promotor Marcos Akira Mizusaki na tarde desta quinta-feira (27) e solicitaram ao representante do MPE-SP apuração e providências sobre o caso. Mais informações sobre o caso em g1 Presidente Prudente e Região.










